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Ampliação da licença-paternidade fortalece vínculo familiar, diz entidade

Além dos benefícios para o bebê, especialistas apontam impactos positivos também para as mães

14 mar 2026 - 18h45
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A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) declarou apoio ao projeto de lei que amplia gradualmente a licença-paternidade no Brasil. A proposta foi aprovada pelo Senado Federal do Brasil em 4 de março e agora aguarda sanção do presidente da República.

Foto: Freepik / Porto Alegre 24 horas

Para a entidade, a medida representa um avanço nas políticas voltadas à primeira infância, ao reconhecer a importância da presença do pai nos primeiros dias após o nascimento.

Pesquisas citadas pela sociedade médica indicam que a participação paterna desde o início da vida do bebê contribui para a segurança emocional da criança, estimula o desenvolvimento cognitivo e fortalece o vínculo afetivo estabelecido ainda nos primeiros meses.

O pediatra Leandro Meirelles Nunes, integrante da diretoria da SPRS, afirma que a ampliação do período de afastamento também deve ser vista como uma estratégia de promoção da saúde infantil.

Segundo ele, a presença do pai nesse momento inicial ajuda a consolidar o vínculo familiar e aumenta as chances de participação ativa no cuidado da criança ao longo da infância.

Além dos benefícios para o bebê, especialistas apontam impactos positivos também para as mães. O apoio do parceiro no período pós-parto pode ajudar a reduzir a sobrecarga física e emocional, diminuir o risco de depressão pós-parto e favorecer o processo de amamentação.

O médico destaca ainda que a medida contribui para uma divisão mais equilibrada das responsabilidades dentro da família. Quando o pai participa dos cuidados desde cedo, tende a desenvolver maior autonomia e confiança para integrar a rotina de cuidados com o filho.

Embora considerem o projeto um avanço, especialistas lembram que o país ainda pode ampliar esse tipo de política. Em nações como a Suécia, por exemplo, existem modelos de licença parental compartilhada, permitindo que pais e mães dividam períodos mais longos afastados do trabalho para acompanhar os primeiros meses de vida da criança.

Para a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, iniciativas que incentivem a participação paterna devem ser vistas como investimento no desenvolvimento infantil e na saúde pública.

Porto Alegre 24 horas
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