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Aeronave que caiu no Rio Tietê tinha peças de carro e reparos com fita isolante

15 out 2026 - 22h25
(atualizado às 22h28)
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Resumo
Investigação do Cenipa revelou que o ultraleve anfíbio que caiu no Rio Tietê, matando o piloto e ferindo um passageiro, usava peças de carro e reparos com fita isolante. O relatório apontou diversas irregularidades operacionais, como o piloto não ter habilitação para aeronaves anfíbias e voar fora do horário permitido. Embora falhas mecânicas e estruturais não tenham sido descartadas, o órgão concluiu que a inobservância das normas da aviação foi o fator determinante para o acidente.

O ultraleve anfíbio que caiu no Rio Tietê, em Pereira Barreto, no interior de São Paulo, em fevereiro de 2024, tinha peças automotivas adaptadas ao motor e reparos improvisados com fita isolante. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (15 de outubro), após a publicação das conclusões da investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Foto: Aeronave que caiu no Rio Tietê ( Divulgação) / Gávea News

O acidente provocou a morte do piloto Rosivaldo Mendes da Silva, de 38 anos, e deixou o passageiro ferido. O relatório identificou irregularidades nos equipamentos da aeronave e nas condições da operação realizada no dia da queda.

Peças automotivas e reparos improvisados

De acordo com a investigação, o motor do ultraleve contava com componentes utilizados em veículos terrestres, incluindo um radiador de óleo e filtros de ar e combustível. Os investigadores também encontraram fios elétricos remendados com fita isolante e abraçadeiras de uso geral.

As condições dos equipamentos chamaram a atenção durante a análise dos destroços. A presença desses componentes, por si só, não comprova que eles tenham provocado o acidente. A investigação considerou diferentes possibilidades para explicar o que aconteceu durante o voo.

Irregularidades na operação

O relatório também apontou problemas relacionados à habilitação do piloto. Rosivaldo não possuía a habilitação específica para operar aeronaves aquáticas ou anfíbias. A operação ainda ultrapassou o período diurno permitido para aquele tipo de voo.

O Cenipa apontou a inobservância de normas e regulamentos como fator determinante para o acidente. Os investigadores não conseguiram descartar a possibilidade de falha no motor ou em outro componente da aeronave.

O documento também levantou hipóteses relacionadas à perda de sustentação e a um possível rompimento de componentes estruturais ou dos comandos de voo. Essas possibilidades não devem ser tratadas como causas comprovadas.

A divulgação das conclusões ocorreu mais de dois anos após a queda. O relatório reuniu os elementos identificados durante a investigação, sem estabelecer que as peças automotivas ou os reparos com fita isolante tenham causado diretamente o acidente.

Gávea News
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