Lula diz que Brasil deve chegar a um acordo com os EUA sobre tarifaço
O presidente Lula afirmou confiar em um acordo com os Estados Unidos sobre as tarifas de exportação, alertando que pode acionar a Lei de Reciprocidade caso necessário, já que os americanos dependem mais do Brasil. Além disso, Lula contestou a classificação dada por Washington ao PCC e ao Comando Vermelho como organizações terroristas, sustentando que essas facções brasileiras visam ao lucro financeiro e não praticam terrorismo de Estado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira, 15, em sabatina para a TV Globo, que o Brasil deve chegar a um acordo com os Estados Unidos em relação às tarifas de exportação de produtos brasileiros.
"Nós estamos negociando. Nesta semana, meu ministro da Indústria e Comércio e das Relações Exteriores estiveram negociando com os Estados Unidos. Eu acho que nós vamos entrar em um acordo", disse Lula.
O presidente Lula também declarou que os Estados Unidos estão preocupados com uma possível aplicação da Lei de Reciprocidade por parte do Palácio do Planalto. Segundo o petista, os americanos precisam mais do Brasil do que o contrário.
"Quem deve estar preocupado conosco, neste momento, é os Estados Unidos. Eu não fiz a Lei da Reciprocidade, não quero fazer, eu quero continuar negociando. Mas, se for necessário fazer, nós vamos fazer e eu acho que eles vão ter problema conosco. Nós temos mais coisas que eles precisam do que coisas que eu preciso dele", declarou o presidente.
Lula também rebateu a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas por parte da Casa Branca. Segundo ele, a realidade do crime no Brasil é diferente da de outros grupos que promovem terror no mundo.
"Quando os Estados Unidos falam em terrorismo, eles falam em terrorismo de Estado, não é o caso das facções e do crime organizado no Brasil que só querem dinheiro. Nós temos consciência de que, aqui no Brasil, PCC e Comando Vermelho são terroristas para a comunidade brasileira, mas não é o terrorismo de Estado que os Estados Unidos querem que seja", disse o candidato à reeleição.
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