3 métodos contraceptivos para evitar uma gravidez indesejada
Especialista explica quais são as principais formas de evitar uma gravidez fora de hora
A gravidez não planejada representa mais da metade das gestações no Brasil. Os dados mais recentes sobre o assunto apontam que 55% das gestações ocorrem sem qualquer planejamento em todo o território nacional, é um número maior do que o registrado pela Organização Mundial da Saúde que avalia em 40% o número de gestações não planejadas em todo o mundo.
Para os especialistas a melhor forma de reduzir esses números é oferecer o máximo de informação aos casais. "É importante se prevenir de uma possível gravidez indesejada sempre com o uso de preservativos, além da adoção de métodos contraceptivos eficazes para cara tipo de situação", ressalta a ginecologista e professora de obstetrícia, Carolina Mocarzel, chefe da Unidade Materno Fetal do Hospital Federal dos Servidores, no Rio de Janeiro, uma referência no atendimento de alto risco. A médica que também é responsável pela Clínica Mocarzel de Ginecologia e Obstetrícia aponta quais são os métodos contraceptivos mais comuns e em que situações eles são indicados:
Contracepção no pós-parto
Embora seja mais difícil engravidar imediatamente após o parto, devido aos hormônios que circulam no organismo enquanto a mulher amamenta, uma gestação pode sim acontecer nesse período. Na rotina de consultas pós-parto, o assunto da escolha do melhor método contraceptivo deve ser sempre abordado e essa escolha varia para cada mulher. Existem pílulas que podem ser usadas durante a fase de amamentação, pois são feitas somente à base de progestogênios. É possível também a colocação de DIU (dispositivo intrauterino) seja o de cobre e/ou o hormonal (somente com progesterona) e ambos podem ser utilizados, sem prejuízo ou riscos para a amamentação ou para o bebê.
Além disso, os preservativos, masculino e feminino, são outras alternativas que conferem segurança para o casal durante o período do pós-parto.
Contracepção: dispositivos intrauterinos
O dispositivo intrauterino (DIU) é um método anticoncepcional constituído por um aparelho pequeno e flexível que é colocado dentro do útero e exerce ações que evitam a gestação. Basicamente, há dois tipos de DIU: os que contêm cobre e os com hormônio - progesterona ou levonorgestrel (LNG). O uso de DIU requer uma inserção por profissional devidamente habilitado e é fundamental que a paciente tenha exame ginecológico atual e sem evidências de infecções.
Contracepção hormonal
Esse tipo de contracepção consiste na utilização de drogas, classificadas como hormônios, em dose e modo adequados para impedir a ocorrência de uma gravidez não desejada ou não programada, sem qualquer restrição às relações sexuais. A anticoncepção hormonal pode ser desenvolvida de diversas formas:
Contraceptivos orais combinados (estrogênio + progesterona); Contraceptivos orais só com progestágenos; Contraceptivos injetável - combinados (mensais) ou de progesterona (trimestral); Implantes; Anéis vaginais; DIU com progestágeno; Adesivos cutâneos (Patch).
Dra. Carolina Mocarzel é médica graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com título de especialista em ginecologia e obstetrícia e em medicina fetal pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Possui Pós-graduação em Medicina Fetal pelo Instituto Fernandes Figueira, é mestre em Ciências Médicas pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e doutoranda pela mesma instituição. Ela possui capítulos de livros e trabalhos publicados em congressos envolvendo temas como obesidade, gravidez de risco, gestações gemelares, entre outros. Atualmente é chefe da unidade Materno Fetal do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, professora da disciplina de Obstetrícia da Faculdade de Medicina Estácio de Sá e responsável por uma clínica privada de assistência a mulher com foco em ginecologia e obstetrícia.