ONU lança plano para ajudar a preservar línguas indígenas ameaçadas de extinção
A cada duas semanas uma língua indígena morre, alertou Csaba Kőrösi, presidente da Assembleia Geral
Na sessão de lançamento da Década Internacional das Línguas Indígenas, na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Paris, o presidente da Assembleia Geral, Csaba Kőrösi, falou sobre a preservação das culturas indígenas. O início do evento foi realizado no dia 13 de dezembro.
Kőrösi disse que os povos indígenas representam 6% da população global e falam mais de quatro mil das 6,7 mil línguas do mundo, mas estima-se que mais da metade de todas as línguas serão extintas até o final deste século. E que, para ele, toda vez que uma língua indígena desaparece, a sua cultura e a tradição também desaparecem.
O presidente explicou que essa proteção é importante porque os povos indígenas são guardiões de quase 80% da biodiversidade remanescente, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). "Se queremos proteger a natureza, devemos ouvir os povos nativos e dialogar na língua deles", disse Kőrösi.
Csaba Kőrösi alertou que, a cada duas semanas, uma língua indígena morre. O líder da Assembleia também pediu aos países que atuem com as comunidades indígenas para proteger seus direitos e disse que os povos indígenas devem ser consultados e envolvidos em todo o processo de tomada de decisão.