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"Não precisamos mais imitar homens para construir uma carreira", diz Ana Paula Padrão

Apresentadora se consolidou no jornalismo e entretenimento. Hoje, atua em discussões por mais espaço para mulheres em cargos de liderança

18 abr 2024 - 05h00
(atualizado em 8/5/2024 às 10h51)
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Resumo
Ana Paula Padrão é uma jornalista e apresentadora brasileira de 58 anos que passou pela Globo e Record. Fundou a plataforma Tempo de Mulher para promover discussões em torno da presença feminina em cargos de liderança e realiza o evento Women On Top para ampliar essas reflexões.
Jornalista Ana Paula Padrão realiza o evento Women On Top há quatro edições
Jornalista Ana Paula Padrão realiza o evento Women On Top há quatro edições
Foto: Melissa Haidar/Women On Top

Uma mulher 50+ que é referência na comunicação, feminista e bem-sucedida. Em poucas palavras é o que resume a carreira de Ana Paula Padrão, de 58 anos, jornalista e apresentadora do Masterchef Brasil. No entanto, para trilhar esse caminho, ela conta que teve de fazer escolhas difíceis na profissão, sem modelos femininos para se inspirar. 

“Sou de uma geração que teve que imitar os homens para trabalhar no mundo corporativo. O modelo de gestão, muito verticalizado, foi desenvolvido por eles e não havia alternativa para que as mulheres pudessem combinar as inúmeras tarefas que já realizavam com o desejo legítimo de construir uma carreira”, diz, em entrevista ao Terra NÓS. 

Por falar em carreira, Ana se consolidou no jornalismo, onde atuou por 28 anos. Passou pela Globo e Record, sendo repórter, correspondente internacional, âncora de telejornal e editora-chefe. Em 2014, migrou para o entretenimento e passou a ser apresentadora do MasterChef Brasil na Rede Bandeirantes. 

“Não havia modelos femininos para seguir [quando iniciou no jornalismo]. Fomos construindo nosso próprio caminho”, comenta ela, sobre o desenvolvimento de sua jornada em grandes empresas de comunicação.

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Causas feministas

Sempre interessada em defender as causas feministas, outro marco na carreira dela foi a criação da plataforma Tempo de Mulher, há 13 anos. A iniciativa se transformou na principal rede brasileira que apoia e conecta executivas e líderes, com o objetivo de promover discussões para que mais mulheres ocupem lugares de destaque na sociedade. 

Para Ana, houve avanços significativos quando o assunto é a presença feminina em cargos de liderança. “Nossa competência já não é tão questionada como no passado. Hoje, as empresas anunciam que desejam ter mais mulheres em seus quadros e a questão que se apresenta é se as mulheres querem essas empresas.”

“Executivas que alcançam as cadeiras de liderança de uma empresa sentem-se exaustas e bastante solitárias. Precisamos incluir na agenda delas tempo para conversarem umas com as outras, para que se sintam amparadas e possam pensar juntas num futuro de conforto para o trabalho feminino”, explica. 

Justamente por isso Ana idealizou o Women On Top, evento que amplia as reflexões sobre igualdade no mercado de trabalho. Além disso, traz a possibilidade de criar networking e outras redes de acolhimento e inspiração feminina em sua diversidade. Lia Rizzo também participou da idealização do encontro, que tem produção de Cris Diniz, sócio comercial.

Esse ano, o encontro será no dia 4 de maio, em São Paulo, e contará com as participações de Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil; Tânia Cosentino, presidente da Microsoft no Brasil; Ana Paula Bogus, presidente da Nivea Brasil; Luciana Batista, presidente da The Coca-Cola Company; e Gabriela Augusto, diretora e fundadora da Transcendemos Consultoria. 

“É hora das empresas começarem a se questionar se, de fato, promovem um ambiente de trabalho confortável para as mulheres ou se estão apenas tentando bater as metas de diversidade por causa da pressão que sofrem dos consumidores”, completa. 

O Women On Top, de acordo com Ana, busca pavimentar a luta que mulheres realizam há anos. “Chegou a hora de revisar o que deu certo e o que precisa ser corrigido para que possamos fazer um mundo melhor com a participação de todos”, finaliza. 

Fonte: Redação Nós
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