Mulheres dominam premiação de melhores deputados do Brasil
Parlamentares femininas foram maioria em cinco das oito categorias do Prêmio Congresso em Foco
Mulheres foram maioria em cinco das oito categorias de melhores parlamentares do "Prêmio Congresso em Foco", que foi entregue na noite desta quinta-feira, 21, em Brasília .
Ao todo, receberam prêmios 25 congressistas da Câmara dos Deputados e 15 do Senado. Na votação por júri especializado na Câmara teve empate entre cinco mulheres e cinco homens. Já no Senado, foram escolhidas três mulheres diante de dois homens.
Na internet, o resultado se repetiu com 14 mulheres escolhidas no Câmara como melhores deputadas diante de 11 homens e cinco mulheres, no Senado, contra 10 homens. O mesmo aconteceu na votação de jornalistas para a Câmara com três mulheres e dois homens. Já no Senado, jornalistas selecionaram uma mulher e cinco homens.
A vantagem mesmo se deu com as categorias de júri especializado por tema, quando quatro mulheres foram eleitas pela atuação na defesa da educação e apenas um homem, placar que se repetiu quando o tema foi clima e sustentabilidade.
O jornalista Sylvio Costa, fundador do Congresso em Foco e idealizador do prêmio, afirmou que “é (...) uma homenagem à democracia. Sem democracia não tem Congresso, não tem prêmio, não tem votação, não tem eleição, não tem Congresso em Foco“, acrescenta.
Destaques
Das seis premiações gerais, quatro foram para parlamentares mulheres: Sâmia Bomfim (Psol-SP) foi eleita Melhor Deputada pelo público que votou pela internet e pelos jornalistas que cobrem o Congresso Nacional.
Já Eliziane Gama (PSD-MA) recebeu o prêmio de Melhor Senadora na avaliação dos jornalistas e do júri especializado do Prêmio Congresso em Foco.
Pelo público, o senador Fabiano Contarato (PT-ES), que é o único assumidamente LGBTQIA+, foi eleito Melhor Senador na votação online e o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) recebeu o prêmio de Melhor Senador segundo o júri especializado.
Segundo o regulamento da premiação, puderam concorrer deputados e senadores com pelo menos 60 dias de mandato em 2023 que não respondiam a processos de improbidade administrativa nem a acusações criminais perante o Judiciário e "nem tivessem feito, por meio de atos e declarações, apologia da tortura, da violência ou de outras práticas em flagrante confronto com o Estado Democrático de Direito e o respeito aos direitos humanos".