Lula se emociona ao falar sobre violência contra mulheres, diz que Janja chorou e cobra punições mais duras
Presidente relembrou recentes casos de violência contra mulheres e questionou o Código Penal por episódios
Lula se emocionou em discurso sobre violência contra mulheres, destacou indignação no governo, compartilhou apelo de Janja por medidas mais duras e criticou a insuficiência do sistema penal atual para lidar com crimes desse tipo.
Durante uma cerimônia na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, nesta terça-feira, 2, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se emocionou ao tratar dos recentes casos de violência contra mulheres no País. Lula afirmou que a sucessão de episódios tem provocado indignação dentro e fora do governo, inclusive na primeira-dama, Janja da Silva.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
"O que está acontecendo na cabeça desse animal que é tido como a espécie animal mais inteligente do planeta Terra para tanta violência", declarou, relacionando os casos recentes à discussão sobre o Código Penal.
Segundo ele, Janja também foi afetada pelas notícias envolvendo agressões. "E hoje no avião ela pediu para mim: 'Lula, assuma a responsabilidade de uma luta mais dura contra a violência do homem contra a mulher'", relatou o presidente.
O petista disse ter dúvidas sobre a capacidade do atual sistema penal de lidar com crimes dessa natureza.
"O CódigoPpenal brasileiro tem pena para fazer justiça a um animal irracional como esse?", perguntou. Ele prosseguiu, reafirmando a gravidade dos casos. "Pensando bem, não existe pena para punir um cara desse, porque até a morte é suave. Aquele cara que bateu na moça com 60 socos na cara dela, que pena merece um cara daquele? O cara passou 50 anos fazendo musculação, todo bombado, pra quê? Pra bater em mulher? Era melhor que tivesse nascido sem braço."
Em outro momento, Lula voltou a criticar a desigualdade no tratamento dado pelo sistema de Justiça a diferentes perfis de agressor. "Se ele tiver dinheiro, ele fica 2 anos preso e vai para rua bater em outra mulher."
Ele também reforçou que parte da transformação social depende do comportamento individual e da educação dentro de casa. "Mas isso depende de nós. Cada um de nós precisa ser o professor do outro. Cada um de nós tem que educar os nossos filhos. O que nós estamos precisando é de lição de caráter, de dignidade, de educação, de respeito às nossas companheiras, às mulheres, que se não fossem elas, a gente nem existia."