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Jovem fica em coma após pular de carro de app e pede indenização de R$ 200 mil a Uber

Caso foi registrado na 21º Delegacia do Distrito Federal; após pular do carro, jovem teve traumatismo craniano e paradas cardíacas

10 nov 2022 - 21h24
(atualizado às 23h21)
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Foto: Garagem 360

Uma jovem de 25 anos ficou em coma após ter traumatismo craniano ao pular de um carro de aplicativo no Distrito Federal. Segundo relatado pelos advogados da vítima, ela ficou com medo de ser abusada, e até mesmo morta pelo motorista, que apresentava comportamento “estranho”. Uma ação foi protocolada na 1ª Vara Cível de Santa Maria contra a Uber, empresa para a qual o condutor trabalhava, para pedir a indenização de pouco mais de R$ 218 mil. A empresa afirmou que não localizou qualquer incidente referente ao motorista.

O caso ocorreu no dia 2 de março deste ano, na Estrada Epia sentido Gama, na Vila Cauhy. Segundo a versão apresentada pelos advogados de defesa da vítima, Vitor Moya, Willian Peniche e Luciana Leopoldino, a jovem teria entrado no Uber, pedido por uma amiga, às 18h22, e seguiu viagem até perceber um comportamento estranho por parte do motorista, que fez algumas perguntas, tais como: 'Você é casada?', 'Quem chamou a corrida? Alguém da família?' Alguém está acompanhando a corrida?' e 'Você é funcionária pública?'.

Ela pediu para que o condutor do carro seguisse a rota indicada pelo aplicativo e disse que uma amiga estava acompanhando a corrida. Segundo o relato, a todo momento, o motorista demonstrava comportamento frio e calculista, além de olhá-la com malícia pelo retrovisor. Ele também saia do aplicativo e entrava em outro, como se procurasse um lugar ermo e sem movimento de pessoas para atacá-la.

Ela chegou a mandar a localização para uma amiga, que afirmou que chamaria a polícia. Na conversa (veja abaixo), a jovem disse que o motorista do Uber era "muito estranho". A passageira também observou que ele mexeu no celular e foi no ícone para cancelar a corrida, segundo o advogado. Nesse momento, por medo, ela saltou do carro em movimento.

Jovem chegou a relatar para uma amiga o comportamento do motorista
Jovem chegou a relatar para uma amiga o comportamento do motorista
Foto: Arquivo pessoal

Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, foram até o local e encaminharam a jovem para atendimento em um hospital. O motorista, conforme aponta o documento, não prestou socorro. O caso foi registrado na 21ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal.

Necessidade de intervenção cirúrgica

Após realizar exames, foi constatado que a jovem precisava passar por uma cirurgia de emergência, pois ela não respondia a estímulos e apresentava baixo nível de consciência. Ela chegou a ficar em coma por alguns dias após o procedimento. Durante a internação, a vítima também teve um início de pneumonia e pegou uma bactéria hospitalar, ficando internada até dia 14 de março.

Ela teve coágulos na cabeça, inchaço no cérebro, traumatismo craniano grave e paradas cardíacas, além do trauma psicológico. Um exemplo disso, segundo a defesa, é que, enquanto ainda estava na unidade, a passageira chorava muito, perguntava "desesperada" se havido ido ao hospital de Uber, pedia para colocar a máscara, levantar sua calça e recusava a todo momento ser atendida por algum homem, justamente por medo.

Após algum tempo do acidente, ela passou novamente por uma avaliação médica, na qual foi constatada a necessidade da jovem de ficar afastada do trabalho por um ano, devido aos danos sofridos.

Jovem passou por uma cirurgia na cabeça após incidente
Jovem passou por uma cirurgia na cabeça após incidente
Foto: Arquivo pessoal

Versão controversa

Conforme apontou Moya, o motorista informou que a corrida foi chamada às 19h. No entanto, ela afirma ter entrado no carro às 18h22. Ele também disse que, antes de pular, ela pedia socorro, versão contestada pela passageira. Além disso, ele afirmou que estava devagar, versão também contestada pela defesa.

Diante de toda a situação e os traumas físicos e psicológicos que a jovem sofre até hoje, como medo de sair de casa, foi pedido a Uber a indenização por danos morais e materiais no valor de pouco mais de R$ 218 mil.

Em nota ao Terra, a Uber afirmou que não foi possível verificar o caso relatado porque, na data mencionada, não houve qualquer registro de viagem realizado entre o motorista informado e a usuária [vítima do caso]. Também não foi identificado qualquer reporte de incidente na plataforma contra o motorista que corresponda aos fatos narrados. Por fim, a Uber não foi cientificada do processo mencionado na solicitação.

Fonte: Redação Terra
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