Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Justiça condena e manda internar adolescente 'mentor' de estupro coletivo no Rio

Em decisão, juíza considerou gravidade e violência da conduta; caso ocorreu em janeiro deste ano

18 abr 2026 - 12h53
(atualizado às 13h06)
Compartilhar
Exibir comentários
Os quatro adultos foram filmados por câmeras de segurança deixando o prédio após cometerem o estupro
Os quatro adultos foram filmados por câmeras de segurança deixando o prédio após cometerem o estupro
Foto: Reprodução/TV Globo

A Vara da Infância e da Juventude da capital fluminense determinou nesta sexta-feira, 17, a internação do adolescente que participou de um estupro coletivo ocorrido em um apartamento de Copacabana, zona Sul do Rio de Janeiro. A decisão, que considerou a gravidade da conduta e a violência empregada, baseou-se no entendimento de que o jovem planejou uma "emboscada" contra a vítima, de 17 anos, com quem ele mantinha um relacionamento.

O adolescente foi condenado à medida de internação, sem possibilidade de atividades externas por um período inicial de seis meses. A sentença da juíza Vanessa Cavalieri aponta a gravidade da infração e a falha da família do jovem em prover limites adequados. Outros quatro homens adultos também são investigados pela participação no crime.

A juíza ressaltou que, em crimes de natureza sexual, que geralmente ocorrem de forma clandestina e sem a presença de testemunhas, a palavra da vítima tem especial relevância e credibilidade. No caso em questão, o relato da jovem foi considerado coerente, detalhado e corroborado por exames de corpo de delito que comprovaram agressões físicas, como socos e chutes desferidos pelo grupo, inclusive pelo próprio adolescente.

Pensando em evitar que a vítima sofresse o trauma de repetir sua história diversas vezes em juízo, foi realizado um único depoimento especial, fruto de uma cooperação entre a Vara da Infância e Juventude e a Vara Criminal -- onde tramita o processo contra os adultos envolvidos. Essa oitiva única garantiu que a vítima falasse sobre o ocorrido apenas uma vez para ambos os processos, evitando a sua revitimização e respeitando o direito de crianças e adolescentes vítimas de violência de serem ouvidos de forma protetiva.

Quatro maiores de idade também estão envolvidos em estupro coletivo de adolescente de 17 anos
Quatro maiores de idade também estão envolvidos em estupro coletivo de adolescente de 17 anos
Foto: Divulgação/Disque Denúncia RJ

Relembre o caso

Quatro homens e um adolescente foram indiciados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, no Rio de Janeiro. Apesar do caso ter acontecido no dia 31 de janeiro, ele veio à tona após a Polícia Civil realizar o indiciamento em março, e divulgou as identidades dos envolvidos. Veja o que se sabe até o momento sobre o caso:

Como aconteceu o crime?

À Polícia Civil e na presença da avó, a adolescente depôs que, na ocasião, foi convidada ao apartamento, localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro, por um colega de escola, também menor de idade. Segundo a vítima, os dois teriam tido um relacionamento entre 2023 e 2024. 

A jovem aceitou o convite e foi ao apartamento. Enquanto os adolescentes mantinham relação sexual, a vítima conta ter sido surpreendida pela entrada dos suspeitos no quarto. Após discussão, os adultos tiraram a roupa e passaram a beijar e apalpar a menor, sem consentimento. 

Ela relatou, ainda, que foi forçada a praticar sexo oral e sofreu penetração por parte dos quatro suspeitos. A vítima também foi agredida com tapas, socos e um chute na região abdominal.

Quem são os suspeitos?

Os suspeitos são: 

  • Bruno Felipe Allegretti, 18,
  • Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18,
  • Matheus Verissimo Zoel Martins, 19,
  • e João Gabriel Xavier Bertho, 19.

O jovem que teria atraído a adolescente para a emboscada não teve a identidade divulgada, por ser menor de idade. Ele também foi indiciado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que pediu a sua apreensão.

O Colégio Pedro II, onde os adolescentes envolvidos no caso estudavam, disse que está em processo de desligamento dos alunos. Com relação à jovem, a instituição afirmou que está acolhendo a família da vítima. "Não podemos tolerar a barbárie brutal da violência de gênero vivenciada a cada hora em nosso país", escreveu o colégio em nota. 

O Terra não conseguiu contato com as defesas dos acusados até o momento.

Fonte: Portal Terra
Compartilhar
TAGS

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra