Ícone LGBT, Divina Valéria relata dificuldades financeiras após cirurgia e pede Pix: 'Até para me alimentar'
Em seu auge, atuou em Paris, Japão, Argentina e Uruguai; saiba mais sobre o caso da lenda
A atriz e cantora Valéria Fernandez Gonzalez, mais conhecida como Divina Valéria, de 82 anos, está passando por um momento de dificuldade financeira após se submeter a uma cirurgia na região dos olhos. Em desabafo realizado em seu perfil nas redes sociais na tarde de segunda-feira, 13, ela afirmou que está tendo problemas para comprar remédios e até para manter o sustento básico.
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“Olha eu aqui, passando por uma situação muito difícil. Como vocês podem ver, fiz uma cirurgia na vista e estou com despesas com remédios, até para me alimentar, porque não estou trabalhando. Nunca tive cachês milionários para que pudesse guardar dinheiro. Agora, chego aos 82 anos, depois de 63 anos de carreira, e tenho que pedir ajuda para a minha sobrevivência, porque está tudo muito difícil”, iniciou.
“E esse meu problema na vista está me deixando muito mal, porque não estou podendo enxergar de um olho e estou passando por isso. Gostaria de pedir uma ajuda àqueles amigos que possam me ajudar com alguma coisa, porque está muito difícil sobreviver. Para a minha alimentação, estou precisando tomar remédios e pagar contas”, continuou.
“Está tudo muito difícil, meus amores. Quem puder fazer algo por mim, vou ficar muito agradecida e pedir a Deus por todos vocês. Espero que nunca passem por isso que estou passando”, complementou Divina Valéria, que terminou o vídeo cantando. Na legenda, ela deixou sua chave Pix: “10575525851”.
No feed de comentários, anônimos e famosos prestaram apoio. O ator Thiago Mendonça escreveu: “Rainha, todo axé do mundo pra ti!!! Dias melhores virão já já”. Linn da Quebrada, atriz e cantora, também comentou: “Melhoras, meu amooor”. Cléo De Páris, outro grande nome LGBT, escreveu: “Amada! Vamos ajudar! Vó merece!”.
Quem é Divina Valéria
Natural do Rio de Janeiro, ganhou notoriedade na década de 1960, quando começou a se apresentar em casas noturnas frequentadas pelo público LGBT. Em 1965, ao lado de Rogéria, integrou a trupe original de Les Girls, criação de Mário Meira Guimarães, João Roberto Kelly e Luís Haroldo.
Em seu auge, integrou o elenco do Carrousel, em Paris; apresentou-se também no Japão, na Argentina e no Uruguai.
Em 2017, gravou o documentário Divinas Divas, dirigido por Leandra Leal. O filme visava homenagear e enaltecer lendas da comunidade LGBT. Além de Valéria, também participaram Jane Di Castro, Eloína dos Leopardos, Camille K., Divina Nubia e Marcia Dailyn.
No audiovisual, Divina Valéria também deixou sua marca: atuou nas novelas Babilônia e Travessia, ambas da Globo; no cinema, esteve em Cidade Baixa, Marie, Insubmissas e Cavalo Marinho. Por alguns dos trabalhos citados, chegou a ganhar prêmios de renome.
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