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MPF questiona riscos aos motores e quer barrar gasolina E32

Ação pede suspensão da mistura com 32% de etanol, perícia independente e R$ 500 milhões em indenização

14 ago 2026 - 07h58
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Combustível Etanol
Combustível Etanol
Foto: Reprodução

A nova gasolina E32, com 32% de etanol anidro, virou alvo de uma disputa judicial antes mesmo de chegar aos postos. O Ministério Público Federal (MPF) pediu a suspensão da medida até que novos estudos comprovem sua segurança, ressalta o portal Mundo do Automóvel para PCD.

O questionamento envolve a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que elevou a mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32%.

Segundo o MPF, a autorização teria utilizado estudos desenvolvidos para avaliar a gasolina E30. Portanto, o órgão argumenta que faltam testes específicos para comprovar os efeitos da E32 em toda a frota brasileira.

Entre os pontos questionados estão possíveis impactos sobre durabilidade dos motores, consumo, autonomia, emissões e desgaste de componentes.

Além disso, o MPF afirma que a especificação permite gasolina com até 34% de etanol. Esse percentual também não teria passado por uma validação técnica específica, segundo a ação.

As maiores preocupações envolvem carros mais antigos, motocicletas e alguns veículos importados. Entre os possíveis problemas citados estão corrosão, desgaste de bombas de combustível e falhas nos sistemas de injeção.

Entretanto, isso não significa que esses danos estejam comprovados. A própria ação busca justamente a realização de novos estudos para confirmar ou afastar esses possíveis riscos.

Além da suspensão da E32, o Ministério Público pede uma perícia técnica independente antes da adoção definitiva da nova gasolina.

A ação também solicita maior transparência nos estudos, monitoramento permanente dos efeitos sobre a frota e campanhas de orientação aos consumidores.

Outro pedido chama atenção: a condenação da União ao pagamento de R$ 500 milhões por danos morais coletivos. O argumento é que consumidores teriam sido expostos a potenciais riscos sem comprovação técnica considerada suficiente pelo MPF.

Por outro lado, o Governo Federal sustenta que os estudos realizados demonstram a viabilidade técnica da mistura.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, aumentar a participação do etanol também pode reduzir a importação de gasolina, estimular os biocombustíveis e diminuir as emissões.

Na parte econômica, a estimativa oficial aponta uma possível redução média de aproximadamente R$ 0,03 por litro. Porém, o preço nas bombas continuará dependendo de diferentes fatores do mercado.

Para os veículos flex, a expectativa é de funcionamento normal. As principais dúvidas levantadas pelo MPF estão concentradas nos automóveis exclusivamente a gasolina, principalmente modelos antigos e alguns importados, destaca o site Mundo do Automóvel para PCD.

Mundo do Automóvel para PCD
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