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Em busca do tempo perdido, Brasil volta a investir na infraestrutura de transportes

Sem uma política equilibrada, flexível e efetiva, futuro promissor não passará de uma miragem

4 jan 2024 - 03h10
(atualizado em 4/3/2024 às 16h37)
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A sabedoria por trás dos ditos populares recomenda prestarmos atenção às oportunidades. Diz um provérbio árabe: "O maior erro é a pressa antes do tempo e a lentidão ante a oportunidade". Serve, em especial, para o mundo dos negócios e da política, onde timing e estratégia são fatores decisivos.

No contexto da infraestrutura de transportes, estamos diante de uma janela de oportunidades. Em entrevista veiculada neste O Estado de S.Paulo, o senhor Miguel Setas, CEO do Grupo CCR, antevê o início de um "superciclo" de investimentos no País. Temos a mesma convicção e expectativa.

O ano de 2023 marcou a retomada das obras no País. O volume de recursos para a infraestrutura cresceu 20%, puxado pelo setor público e com destaque para o dinheiro privado das concessões e PPPs, conforme levantamento da ABDIB. Com os novos pilares da economia sustentando a queda dos juros, as perspectivas para este 2024 são bastante animadoras.

Estão previstos, por meio do novo PAC, R$ 280 bilhões em obras estruturantes e novos ramais rodoviários e ferroviários, até 2026. Além da carga, a operação com trens de passageiros terá um modelo diferenciado que viabilize a sua expansão.

Novo PAC foi lançado pelo governo em 2023, com previsão de investimentos em todos os Estados
Novo PAC foi lançado pelo governo em 2023, com previsão de investimentos em todos os Estados
Foto: Pedro Kirilos / Estadão / Estadão

Sabemos que sem uma política equilibrada, flexível e efetiva de parcerias, o futuro promissor que vislumbramos não passará de uma miragem. Por isso, o governo federal vem aperfeiçoando mecanismos de proteção e tornando os contratos mais flexíveis e atrativos.

Em meio à tempestade de areia que encobre o horizonte das finanças globais, o Brasil surge como um oásis de estabilidade e previsibilidade para o dinheiro de longo prazo. A conjunção entre indicadores econômicos favoráveis, política de concessões arrojada e abertura de novas frentes de investimento com base na sustentabilidade socioambiental fazem deste País o lugar ideal, dentre os emergentes, para celebrar negócios em parceria.

Modernizar a logística, reduzir custos e aumentar a competitividade da economia são tarefas urgentes. O cavalo está passando encilhado, o que requer uma resposta ágil do mercado. Saber a hora certa de agir é uma arte. Entre a pressa e a lentidão, no entanto, há um ponto de não retorno. Na dúvida, o governo está sempre aberto ao diálogo.

Em busca do tempo perdido, o Brasil caminha para se tornar referência em infraestrutura de transportes na América Latina. Ao final do dia, desejamos vislumbrar, através dessa janela de oportunidades histórica, uma nação, e por que não um continente, mais integrado, eficiente, generoso e preparado para os desafios globais do século 21.

Estadão
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