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Tesla desrespeita semáforo e mata um homem; registro confirma que o sistema Autopilot estava ativado

Dados obtidos junto a órgão de segurança confirmam condução autônoma ativa no momento do impacto fatal em Nova Jersey; montadora já acumula histórico de condenações

11 set 2026 - 09h00
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Resumo
Um acidente fatal em Nova Jersey reacendeu o debate sobre a segurança da Tesla, após um Model 3 desrespeitar a sinalização, matar um idoso de 82 anos e colidir com seu carro. Embora a polícia tenha apontado erro humano de início, dados enviados pela montadora à NHTSA confirmaram que o sistema de condução autônoma estava ativado no momento da batida. O caso soma-se ao histórico de disputas judiciais da marca, que omitiu dados cruciais do relatório alegando segredo comercial confidencial.

Um acidente fatal nos Estados Unidos reacendeu o debate sobre a segurança dos sistemas de condução autônoma da Tesla. Um Model 3 desrespeitou uma placa de sinal de parada em Buena Vista Township, Nova Jersey, e colidiu violentamente contra um Honda Civic. O impacto provocou a morte do condutor do outro veículo, Stephen Field, de 82 anos.

Embora o boletim de ocorrência da polícia local tenha classificado o episódio inicialmente como falha humana, uma investigação detalhada do site norte-americano Electrek revelou que o sistema autônomo da montadora estava ativo no exato instante da colisão.

Como o acidente aconteceu

O caso ocorreu no cruzamento da County Route 671 com a Chestnut Avenue. Na ocasião, o Honda Civic conduzido pelo idoso realizava uma conversão à esquerda quando foi atingido em cheio pelo sedã elétrico.

Nos registros iniciais das autoridades locais, o evento constava apenas como uma infração convencional. Porém, o caso vem tomando outros rumos após a apuração da Electrek.

O posicionamento da Tesla sobre o acidente

O cenário mudou oficialmente após o cruzamento de dados do acidente. Por determinação da Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos Estados Unidos (NHTSA), as montadoras são obrigadas a notificar acidentes graves em que recursos avançados de assistência ao motorista (Adas Nível 2) estavam em uso até 30 segundos antes da batida.

No relatório de emergência de cinco dias enviado à agência federal, obtido pelo Electrek, a própria Tesla confirmou o status como "Verificado Engajado". Isso atesta que opiloto automático ou o FSD (Full Self-Driving) controlava o veículo durante o episódio.

Contudo, a marca optou por ocultar informações críticas do documento, classificando-as como "segredo comercial confidencial". Entre os dados censurados estão a descrição detalhada da batida, a versão do software instalada e se a via em questão pertencia à área permitida para o uso da tecnologia.

O caso ainda tem muito para se desenrolar, levando em consideração as informações oficiais publicadas e a apuração da Electrek.

Histórico de condenações e falhas nos sistemas da marca

A confiabilidade dos recursos de automação da Tesla já enfrenta fortes problemas judiciais. Recentemente, um tribunal federal na Flórida condenou a montadora de Elon Musk a pagar US$ 243 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão) em indenizações pela morte de Naibel Benavides Leon e pelos ferimentos graves de Dillon Angulo, vítimas de um acidente ocorrido em 2019.

Naquele ocasião, um Model S trafegava com o Autopilot ativado a cerca de 100 km/h quando cruzou uma interseção sem frear ou emitir avisos, colidindo contra um Chevrolet Tahoe parado no acostamento.

A defesa das vítimas comprovou negligência da marca por liberar a tecnologia fora de rodovias monitoradas, enquanto a Tesla recorreu da decisão alegando que a sentença desestimula avanços tecnológicos que salvam vidas. No entanto, a empresa teve que pagar a condenação.

Estadão
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