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Robô-táxi da Amazon ganha sinal verde para corridas pagas

Autorização inédita abrange até 2.500 unidades por ano durante dois anos; modelo elétrico da Zoox não tem volante nem pedais

3 ago 2026 - 10h32
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O robô-táxi da Zoox, no qual o Jornal do Carro andou pelas ruas de Las Vegas — em um passeio com acelerações fortes e até avanço de sinal vermelho —, recebeu o aval necessário para começar a cobrar pelas viagens nos Estados Unidos. O modelo elétrico da empresa controlada pela Amazon não tem volante, pedais ou espaço reservado para um motorista.

A decisão, revelada pela Reuters, faz da Zoox a primeira companhia a obter uma autorização federal para explorar comercialmente no país um robô-táxi desenvolvido desde o início sem comandos humanos.

Isso não significa, entretanto, que os veículos possam começar a cobrar passageiros imediatamente em qualquer cidade norte-americana. A aprovação da Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos Estados Unidos (NHTSA) resolve a parte federal do processo, mas a operação ainda depende das regras estaduais e municipais.

Também haverá uma espécie de período de experiência supervisionado. A companhia precisará fornecer informações sobre acidentes, paradas indevidas e mudanças no funcionamento da frota. As áreas de circulação terão de ser divulgadas em mapas, enquanto as equipes de assistência remota deverão permanecer nos Estados Unidos.

As condições poderão ser alteradas de acordo com o comportamento dos carros nas ruas. Caso identifique problemas graves, a NHTSA poderá reduzir o alcance da operação ou cancelar a autorização.

Segurança ainda coloca robôs-táxis sob pressão

O controle mais rígido ocorre após uma série de situações problemáticas envolvendo veículos autônomos nos Estados Unidos. Empresas do setor já tiveram carros parados em cruzamentos movimentados, circulando por áreas de obras ou com dificuldade para reagir diante de ônibus escolares e vias alagadas.

A NHTSA também identificou casos de robôs-táxis atrapalhando policiais, bombeiros e outros serviços de emergência. Neste mês, a agência pediu que as fabricantes tratassem o problema como prioridade.

A própria Zoox fez recentemente o recall de 105 veículos para atualizar o software. A correção foi necessária porque o sistema poderia não reconhecer adequadamente uma concentração elevada de fumaça, sobretudo em situações de emergência.

Zoox
Zoox
Foto: Divulgação/Amazon / Estadão

A autorização coloca a empresa da Amazon um passo à frente na disputa com Waymo e Tesla. A Waymo já oferece viagens autônomas pagas, mas utiliza automóveis convencionais que ainda preservam volante e pedais. Já a Tesla começou a produzir o Cybercab sem comandos humanos, embora ainda não tenha detalhado o caminho regulatório para colocá-lo nas ruas.

Enquanto não cria regras definitivas para veículos sem motorista, o governo norte-americano deverá analisar projetos desse tipo individualmente. Assim, a liberação da Zoox funciona menos como um cheque em branco e mais como um teste comercial acompanhado de perto pelas autoridades.

Estadão
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