Renault ressuscita esportivo clássico após mais de 50 anos
A Renault reviveu o clássico esportivo R8 Gordini como um carro-conceito elétrico de 270 cv, mais de 50 anos após o fim de sua produção. Agora em formato de cupê de dois lugares, o modelo mantém o visual icônico azul com faixas brancas dos anos 1960. A montadora esclareceu que se trata de uma unidade única para celebrar o passado da marca e testar novas soluções tecnológicas para o futuro, descartando qualquer plano de fabricação em série do veículo.
A Renault resgatou um dos maiores clássicos esportivos dos anos 1960 em uma versão repaginada e moderna. O 8 Gordini retorna como carro-conceito mais de 60 anos depois do seu lançamento. Agora elétrico, o modelo busca celebrar a tradição da marca e antecipar soluções que a montadora prepara para o futuro.
O Renault 8 Gordini une duas trajetórias. O Renault 8 surgiu em 1962 para substituir a linha Dauphine, com motor e tração traseiros, e inovou ao adotar freios a disco nas quatro rodas. Dois anos depois, a montadora fez uma parceria com o ex-piloto Amédée Gordini e tirou do papel o esportivo R8 Gordini.
Esse novo modelo se destacou nos ralis europeus, chamando a atenção pela alta performance e pelo design que combinava o azul com faixas brancas. Porém, em 1970, ele foi descontinuado depois de quase 12 mil unidades vendidas.
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Agora, ele retorna completamente repaginado. O sedã de quatro lugares dá lugar a um cupê elétrico de 270 cv de potência. O carro-conceito de dois lugares tem 4,12 m de comprimento e ostenta faróis redondos e pintura azul e branca, com faixas que fazem alusão ao icônico modelo.
Apesar do retorno, não faz parte dos planos da montadora fabricá-lo em linha de produção. Essa é a única unidade que será produzida, como afirmou o chefe de carros-conceito da Renault, Roman Gauvin.
"Hoje é apenas um carro conceito e não vemos um futuro para ele. O objetivo era mais celebrar Gordini", disse.
Por outro lado, Gauvin destacou que o desenvolvimento do carro-conceito pode ajudar a Renault a antecipar tecnologias que possam ser relevantes no futuro, como as luzes traseiras retráteis, que ficam quase invisíveis quando desligadas.
"Tentarei trabalhar com a equipe de engenharia na solução para isso. É possível [colocar em produção], mas precisamos ir até a fase de viabilidade. Mas a parte divertida do meu trabalho é justamente encontrar problemas para resolver", comentou.
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