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Pedágio 'dinâmico' igual Uber? Taxa pode ficar mais cara em horário de pico

Empresa estuda tarifas mais altas no pico e mais baratas em horários de menor movimento

11 abr 2026 - 09h00
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Para entender a dinâmica de preços que vamos abordar nesta matéria, sugiro fazer o seguinte teste: abra seu aplicativo da Uber às 06h e coloque um destino comum. Depois, faça o mesmo às 20h. Você verá que os preços serão diferentes e, provavelmente, o valor mais alto estará no horário de pico.

É nessa lógica que a Motiva, responsável pela administração dos pedágios em diversas estradas em seis estados brasileiros, deseja fazer a cobrança, segundo o CEO da Motiva, Eduardo Camargo, em entrevista ao programa do Jornal do Carro na Rádio Eldorado.

Como é aplicado em outros países?

Embora ainda soe como novidade em muitos mercados, o pedágio com preços dinâmicos já é realidade em diferentes partes do mundo.

Em Singapura, por exemplo, o sistema de pedágio eletrônico ajusta os valores de acordo com o nível de congestionamento e o horário, em uma lógica bastante próxima à de aplicativos de mobilidade. Nos Estados Unidos, a dinâmica também aparece em faixas expressas, onde as tarifas variam em tempo quase real para manter o fluxo de veículos.

Já em cidades como Londres e Nova York, o modelo é mais próximo de uma tarifa variável por período, com cobrança maior em horários de pico. Em comum, essas experiências seguem o conceito de "precificação por congestionamento", no qual o valor pago pelo motorista oscila conforme a demanda, com o objetivo de equilibrar o tráfego e reduzir gargalos nas vias.

Mas, pra quando?

Calma, estamos falando de futuro, mas não tão próximo. Por enquanto, o foco ainda é a automatização dos pedágios com o chamado "free flow". Conforme adiantado pelo Jornal do Carro, a pretensão da Motiva é que as tradicionais praças com cancelas sejam eliminadas até 2030. Veja a matéria completa aqui.

Ao mesmo tempo, a implementação depende de regras definidas por órgãos como a Agência Nacional de Transportes Terrestres e de ajustes nos contratos de concessão, que hoje ainda operam majoritariamente com tarifas fixas.

Estadão
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