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Condenados por crimes de trânsito terão que fazer reciclagem obrigatória, prevê projeto

Proposta de 2024 avançou na Câmara dos Deputados e agora será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

24 mar 2026 - 06h00
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Um Projeto de Lei de 2024 que prevê a obrigatoriedade de cursos de reciclagem para pessoas condenadas por crimes de trânsito avançou na Câmara dos Deputados. O texto que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o Código de Processo Penal e a Lei de Execução Penal foi aprovado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara.

De autoria do deputado Márcio Honaiser (PDT-MA), com emendas do relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), o Projeto de Lei 4037/24 quer estabelecer que cursos, palestras ou outras atividades de educação para o trânsito sejam obrigatórios para aqueles que cometeram infrações penais.

Segundo o autor, a medida "tem a finalidade de promover a educação para o trânsito aos autores de infrações penais desta natureza, propiciando uma mudança cultural no comportamento, visando a formação de cidadãos mais conscientes e preparados para enfrentar o trânsito e a vida".

Já o relator incluiu a participação do Ministério Público. O órgão poderá indicar a participação em atividades educativas como condição em acordos de não persecução penal, esta uma medida alternativa prevista no Código de Processo Penal para crimes cometidos sem violência ou grave ameaça.

Márcio Honaiser (PDT-RJ) é o autor do Projeto de Lei que data de outubro de 2024 e só agora teve desdobramentos
Márcio Honaiser (PDT-RJ) é o autor do Projeto de Lei que data de outubro de 2024 e só agora teve desdobramentos
Foto: Divulgação/Câ / Estadão

O objetivo é evitar o processo judicial tradicional, desde que o investigado se comprometa a cumprir certas condições para reparar o dano causado, e assim dar uma resposta mais rápida e efetiva à sociedade.

Outra emenda prevista foi a alteração no CTB para permitir que um juiz aplique a frequência obrigatória em curso de reciclagem como condição para substituir a prisão por medidas alternativas, como uso de tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar ou pagamento de fiança.

A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Estadão
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