BYD bate recorde de vendas de elétricos, mas recua no mercado chinês
Marca comercializou 305 mil carros elétricos em outubro; exportações mais que dobraram em um ano e compensaram a queda doméstica
A BYD vendeu 305.743 carros elétricos em outubro, superando pela primeira vez a marca de 300 mil unidades em um único mês. O resultado representa crescimento de 37,4% na comparação com outubro de 2025. Apesar do recorde, a fabricante ainda registra queda nas vendas acumuladas de 2026, enquanto o mercado chinês continua em retração.
Considerando também os híbridos plug-in, a BYD comercializou 490.168 veículos no mês, alta de 11% em um ano. Os elétricos ganharam distância dos híbridos, que somaram 177 mil unidades, aproximadamente 17,2% a menos que no mesmo período do ano passado.
Entre janeiro e outubro, a fabricante vendeu 1,93 milhão de elétricos, crescimento de 5,9%. Já os híbridos plug-in acumularam 1,62 milhão de unidades, queda de 11%. No total, a BYD comercializou 3,62 milhões de veículos no período, recuo de 2,2% em relação aos dez primeiros meses de 2025.
O desempenho positivo de outubro foi impulsionado principalmente pelas exportações. A empresa embarcou 170.194 veículos elétricos e híbridos para outros países, mais que o dobro dos 83.904 registrados no mesmo mês do ano passado.
Descontadas as exportações, as vendas no mercado chinês ficaram em 319.974 unidades, uma queda de 10,6% na comparação anual. Assim, o crescimento internacional compensou a perda de espaço no mercado doméstico e garantiu o recorde mensal.
A retração não é exclusividade da BYD. O mercado chinês já vinha acumulando meses de queda, pressionado pela concorrência e pela desaceleração das vendas. Para reagir, a fabricante começou a renovar modelos importantes, como o Seagull, conhecido no Brasil como Dolphin Mini, que ganhou uma nova geração na China.
A marca também prepara novidades no segmento de luxo. O grupo trabalha no Yangwang Altior, sedã desenvolvido para disputar espaço com modelos como o Rolls-Royce Ghost. A divisão Yangwang já atua na China e tem chegada prevista ao Brasil em 2027, posicionada acima da Denza.
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