BMW prepara grande corte de custos; entenda
As margens de lucro da BMW caíram no primeiro semestre do ano e a montadora prepara uma grande reformulação na sua linha produtiva como resposta. A empresa aposta no corte de custos sem precisar fechar fábricas.
Dentre as ações que a BMW pretende tomar para reorganizar a sua saúde financeira estão demissões, redução de intermediários nas vendas aos clientes, utilização de peças mais baratas e menos variantes de modelos.
Essas atitudes são consideradas necessárias pelo CEO Milan Nedeljkovic. Durante a apresentação dos resultados de vendas em julho, ele afirmou que os resultados financeiros não foram satisfatórios. E ainda destacou que essas "medidas decisivas" e "imediatas" pretendem fazer com que a empresa retome a meta de lucro de 8 a 10% até a próxima década.
Entre os motivos que Milan indicou como responsáveis para a queda estão a China, tarifas, barreiras comerciais globais e regulamentações. Para driblar esses obstáculos a imprensa alemã destaca que há a expectativa de que pelo menos 8 mil funcionários sejam demitidos.
Além do corte de trabalhadores, a BMW pretende transformar a operação na China mais enxuta, reduzindo custos em desenvolvimento, vendas e produção, mas sem tirar de perspectiva o crescimento da empresa. Ela também chegou a tirar seus modelos híbridos plug-in do país como uma alternativa neste ano.
Neste contexto, a montadora planeja assumir o papel de venda no lugar das concessionárias e negociar a compra de peças mais baratas com fornecedores. O CEO chamou isso de "aumentar a velocidade de desenvolvimento por meio de maior padronização e comunalidade em soluções e componentes de engenharia".
A empresa também quer abranger a implementação de Inteligência Artificial para automatizar ainda mais os processos na linha de fabricação. A BMW detalhará seus planos a longo prazo no próximo encontro com investidores que será realizado em setembro, a fim de verificar se essas decisões conseguiram corrigir a rota.
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