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Roblox cresce e se consolida como plataforma global de criação

Na gamescom latam 2026, executivos e desenvolvedores falam sobre crescimento, comunidade e oportunidades dentro do Roblox

1 mai 2026 - 10h00
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Roblox cresce e se consolida como plataforma global de criação
Roblox cresce e se consolida como plataforma global de criação
Foto: Reprodução / Matheus Santana

A presença do Roblox na gamescom latam 2026 deixou claro que a plataforma já não pode mais ser vista só como um jogo. O que antes era um espaço focado em experiências simples hoje se consolidou como um ecossistema que mistura criação, comunidade e oportunidades reais de carreira dentro da indústria.

Durante o evento, conversamos com Justin Sousa, conhecido como JParty, e Hugo Martins, desenvolvedor que construiu sua trajetória dentro da própria plataforma. A conversa passa por crescimento, monetização e pelo papel do Brasil dentro dessa nova fase, mostrando como o Roblox vem se transformando em um espaço cada vez mais relevante para quem quer criar, aprender e até viver de jogos.

Confira a entrevista: 

Terra Game On: O Roblox se tornou muito mais do que um jogo, virando um ecossistema criativo e econômico. Qual foi o momento em que ficou claro para você que a plataforma tinha atingido esse nível?

Justin “JParty” Sousa: Eu acho que teve um ponto de virada bem claro ali durante a pandemia, em 2020. Foi quando o crescimento chegou num nível tão grande que o Roblox começou a se consolidar como algo mais amplo, quase como uma utilidade global.

Nesse momento, tanto o lado dos jogadores quanto o dos desenvolvedores cresceram a ponto de gerar impacto econômico real. Hoje, inclusive, o Roblox já representa uma fatia mensurável da indústria de games. E o mais curioso é que ele continua crescendo muito rápido, até mais que o restante do mercado, o que reforça esse novo modelo de desenvolvimento e publicação dentro da plataforma.

Terra Game On: Muitos desenvolvedores independentes veem o Roblox como porta de entrada para a indústria. O que diferencia um criador que consegue transformar um projeto em algo sustentável dentro da plataforma?

Hugo Martins: Eu acho que, de certa forma, o Roblox não é só uma porta de entrada. Ele já é um caminho completo pra aprender a desenvolver jogos. Muita gente começa ali sem saber nada e evolui dentro do próprio ecossistema.

Pra mim, o principal diferencial é consistência. É você continuar trabalhando no seu projeto mesmo sem saber tudo no começo. Hoje tem muita ferramenta que ajuda, inclusive IA, então dá pra aprender enquanto faz. Mas o mais importante é não abandonar o projeto e conseguir levar até o final.

Justin “JParty” Sousa: Sustentabilidade é uma coisa que varia muito de acordo com o objetivo de cada desenvolvedor. Tem gente que vê o desenvolvimento como uma forma de expressão e não precisa necessariamente ganhar dinheiro com isso.

Mas também tem quem esteja buscando retorno financeiro, e aí tudo depende muito do tamanho do estúdio. Desenvolvedores independentes conseguem se sustentar com metas menores, principalmente dependendo da região. Já estúdios maiores trabalham com números bem mais altos. Então não existe um valor único que define sucesso. O importante é que a plataforma consiga atender todos esses perfis, desde quem quer criar por expressão até quem quer construir um negócio.

Terra Game On: A economia interna do Roblox é um dos pilares da plataforma. Como vocês estão evoluindo o modelo de monetização para garantir que mais criadores consigam viver dos seus projetos?

Justin “JParty” Sousa: O Roblox está sempre buscando formas de devolver mais valor para os criadores. O modelo pode parecer um pouco complexo pra quem vê de fora, principalmente porque ele é bem diferente do padrão de outras plataformas. Aqui não é só distribuição de conteúdo. Existe toda uma infraestrutura técnica e social por trás, e isso muda a forma como a receita funciona.

Mas no fim, a filosofia é simples. O produto precisa se sustentar por si só. As pessoas usam Roblox porque enxergam valor ali, seja como negócio ou como forma de expressão. Então o nosso foco é garantir que a plataforma continue sendo viável pra esses diferentes objetivos.

Terra Game On: O Roblox tem anunciado novas iniciativas e tecnologias recentemente, como experiências mais avançadas e novos formatos de jogos. O que você acredita que mais deve impactar os criadores nos próximos anos?

Hugo Martins: Acho que o principal impacto é a redução da barreira de entrada. As ferramentas estão ficando cada vez mais acessíveis, com modelos procedurais e integração com IA.

Isso faz com que mais gente consiga começar, mesmo sem tanto conhecimento técnico. No meu caso, por exemplo, eu nem sabia programar quando comecei. Foi ali que eu aprendi a lógica e consegui levar isso para outras áreas depois. O Roblox tenta justamente isso, deixar a pessoa focar mais na criatividade e menos na parte técnica.

Justin “JParty” Sousa: Hoje é impossível falar de tecnologia sem falar de IA. Mesmo que muita gente já esteja cansada do assunto, ela está mudando a forma como os jogos são criados, inclusive dentro do Roblox. A gente já vê desenvolvedores usando ferramentas que praticamente automatizam partes do processo, principalmente na programação.

Ao mesmo tempo, estamos investindo em tecnologias que permitem criar experiências mais complexas sem aumentar tanto a dificuldade. Melhorias visuais automáticas, sistemas de animação mais simples, ferramentas que ajudam na escala dos mundos. A ideia é permitir que tanto projetos simples quanto mais ambiciosos possam ser criados com mais facilidade.

Terra Game On: O Brasil tem uma comunidade muito ativa dentro do Roblox. O que você enxerga de particular no perfil dos desenvolvedores brasileiros em comparação com outros mercados?

Hugo Martins: Eu vejo a comunidade brasileira como muito unida. Principalmente nos últimos anos, com eventos e iniciativas, isso ficou ainda mais forte. A galera se encontra, troca ideia, trabalha junto e acaba criando oportunidades dentro da própria comunidade. E isso reflete no mercado. Muitos estúdios grandes, tanto do Brasil quanto de fora, têm bastante brasileiro nas equipes. É bem comum ver desenvolvedores daqui participando de projetos grandes.

Justin “JParty” Sousa: O Brasil se destaca muito pelo engajamento. Existe uma conexão forte entre desenvolvedores, criadores de conteúdo e comunidade. Você vê isso principalmente em eventos, em que todo mundo participa junto, conversa e troca experiências. É algo muito natural e cultural, difícil de replicar em outros lugares. Por isso a gente vê tantos talentos saindo daqui e também muitos estúdios com uma presença forte de brasileiros nas equipes.

Terra Game On: Você estará em contato direto com desenvolvedores brasileiros na gamescom latam. O que você espera ouvir deles e que tipo de troca você considera mais valiosa nesses encontros?

Justin “JParty” Sousa: A ideia é entender como podemos ajudar em diferentes níveis. Desde quem está começando e usando o Roblox como ferramenta de aprendizado, até desenvolvedores mais experientes que já estão pensando em negócio. Também queremos conectar essas pessoas com oportunidades. A gente vê desde criadores independentes até empresas grandes interessadas na plataforma. Então esses encontros ajudam a juntar tudo isso.

Hugo Martins: Pra mim, o principal desses eventos é o networking. É ali que você conhece gente nova, entende o que a comunidade está fazendo e vê pra onde as coisas estão indo. Muita oportunidade dentro do Roblox surge assim, na conversa. Às vezes você conhece alguém, troca contato e isso vira parceria depois. Então esses eventos acabam sendo muito importantes para criar essa rede e abrir portas.

Fonte: Game On
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