Ragnarok: Yggdrasil prepara estreia no Brasil com foco em estratégia e disputa entre facções
Novo jogo da franquia chega ao Brasil apostando em disputas de território
Poucos MMORPGs criaram uma relação tão forte com o público brasileiro quanto Ragnarok Online desde a época das lan houses. Ao longo dos anos, a franquia recebeu várias versões para celulares e computadores, mas quase todas seguiam exatamente a mesma receita de apenas refazer os mapas antigos com gráficos novos.
Com a chegada confirmada ao Brasil e o teste beta aberto marcado para o final de novembro, Ragnarok Yggdrasil tenta quebrar um pouco essa rotina. Desenvolvido pela Shanghai Dream Network, o mesmo estúdio por trás de Ragnarok X Next Generation, o projeto mantém a base que os fãs já conhecem de cor, mas coloca uma camada pesada de estratégia e conquista de território como o grande foco da campanha.
Logo nos primeiros minutos de teste, quem já jogou outros títulos recentes da série vai se sentir em casa com o estilo visual. Os cenários coloridos e os modelos dos personagens lembram bastante o trabalho feito em ROX, mantendo aquela estética simpática que combina muito bem com a trilha sonora nostálgica e os monstros conhecidos pelo caminho.
Na hora de partir para a ação, o jogo traz seis classes disponíveis e acerta em cheio ao permitir alternar livremente entre elas sem perder o progresso acumulado no personagem. Isso facilita muito a vida durante a evolução, já que dá para testar diferentes estilos de combate em tempo real ou mudar de função na hora, caso o seu grupo precise de suporte ou de alguém para segurar o dano na linha de frente.
Para quem gosta da parte mais tradicional de evolução e caça aos equipamentos, as masmorras continuam cumprindo bem o seu papel. Durante a sessão, pude encarar instâncias que resgatam chefes bem conhecidos da franquia, passando pelo esgoto do Besouro-Ladrão Dourado até a cabine do capitão pirata Drake.
Encarar esses chefes exige toda aquela movimentação para escapar dos ataques em área e gera aquela expectativa na hora de conferir os itens que caíram no final. Existe um limite diário de tentativas para obter as principais recompensas nessas salas, além de vantagens ligadas ao sistema da Kafra para quem busca acelerar a rotina, algo bem comum em jogos atuais desse formato.
Onde o título realmente muda de figura é quando saímos da rotina das masmorras e abrimos o mapa estratégico da Guerra do Reino Divino. Em vez de limitar as disputas entre guildas aos castelos de fim de semana da antiga Guerra do Emperium, toda a estrutura gira em torno da árvore Yggdrasil e coloca seis facções divinas para disputar o controle do reino.
Esse tabuleiro gigantesco da árvore Yggdrasil conta com 76 cidades e 30 passagens que funcionam como pontos estratégicos para o avanço de cada exército. As regiões têm diferentes níveis de dificuldade e são liberadas aos poucos ao longo da temporada, o que torna a escolha dos caminhos estratégica e exige que sua aliança gerencie recursos e conquiste cada passagem antes de abrir novas frentes antes de partir para a batalha.
Como o jogo foi pensado para rodar no PC e nos celulares, uma dúvida natural era saber como o desempenho se comportaria com tanta gente usando habilidades no mesmo lugar. Nos testes pelo computador, a taxa de quadros se manteve estável durante a exploração e em locais fechados, enquanto os menus mais diretos ajudam a não poluir demais a tela quando as disputas por território ficam intensas, mostrando que a proposta tem tudo para agradar à comunidade brasileira que sempre gostou do lado competitivo da franquia.
Ragnarok Yggdrasil recebe seu beta aberto no Brasil no final de novembro no Android, iOS e PC.
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