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Jogamos: World of Warcraft: Forever realiza sonho da comunidade com novidades em Azeroth

Testamos o aguardado projeto que expande o jogo clássico de 2004 com a nova raça dos celonatos, masmorras inéditas e mudanças nas classes

26 out 2026 - 12h45
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Jogamos: World of Warcraft: Forever realiza sonho da comunidade com novidades em Azeroth
Jogamos: World of Warcraft: Forever realiza sonho da comunidade com novidades em Azeroth
Foto: Reprodução / Blizzard

Faz muitos anos que a comunidade de World of Warcraft pede por uma versão que expanda a base clássica de 2004 sem repetir o caminho das expansões originais. Enquanto os servidores tradicionais do Classic apenas reviveram o passado na mesma ordem de antes, sempre ficou aquela dúvida sobre como seria o jogo se a Blizzard tivesse continuado a criar histórias e masmorras dentro da antiga Azeroth, sem montarias voadoras ou mudanças que esvaziassem o mapa.

World of Warcraft: Forever nasce exatamente para responder a essa pergunta, assumindo o papel do famoso Classic Plus que os fãs tanto comentavam. Depois de passar um bom tempo no teste beta, que liberou o avanço até o nível 30 antes do lançamento em novembro, deu para perceber que a proposta acerta bastante ao misturar aquele ritmo lento e cooperativo dos antigos tempos com conteúdos que parecem sempre ter feito parte daquele mundo.

Logo ao criar o personagem, a principal novidade é a chegada dos celonatos, uma nova raça de elfos ligados aos elementos do vento que podem escolher entre a Aliança e a Horda após o começo da campanha. O ponto de partida deles é a Ilha de Zefras, uma região flutuante que serve muito bem para apresentar a mecânica de planar no ar, algo que ajuda bastante na exploração vertical dos cenários e também é um motivo extra para testar essa raça de primeira.

Por mais que a área inicial seja divertida e bem construída, um detalhe que já vem dividindo opiniões e me deixou com o pé atrás é a forma como a Blizzard decidiu vender esse conteúdo. Mesmo que o acesso ao World of Warcraft: Forever faça parte da assinatura normal do jogo, jogar com os celonatos e conhecer a Ilha de Zefras exige a compra de um pacote pago à parte, uma escolha comercial bem questionável para uma raça inédita, principalmente pelo preço que vem sendo cobrado.

Mas, para quem prefere ficar nas raças originais, a criação de personagem também reserva ótimas surpresas com combinações que não existiam na versão de 2004, como os Paladinos Renegados e os Xamãs Anões. Na prática, sair da área inicial e cair nos mapas conhecidos de Azeroth passa uma sensação curiosa, já que, nas primeiras horas, o ritmo de evolução continua quase idêntico ao clássico.

Foto: Reprodução / Blizzard

A diferença real na jogabilidade começa a aparecer conforme abrimos a árvore de talentos e testamos os ajustes que cada classe recebeu. Jogar de Bruxo, por exemplo, ficou bem mais dinâmico agora que os efeitos de dano podem causar acertos críticos e algumas magias marcam o alvo na hora. São pequenas melhorias de qualidade de vida que eliminam parte daquela rigidez antiga sem transformar o combate na correria da versão moderna do MMORPG.

Um dos principais destaques desta nova fase do WoW clássico fica por conta das masmorras inéditas que foram abertas durante os testes. Das nove que estarão disponíveis no lançamento, pude conferir o Salão dos Thanes, que fica escondido embaixo de Altaforja, e as Ruínas de Lordaeron, localizadas logo acima da Cidade Baixa. Ambas se encaixam tão bem na geografia original que até exigem atravessar território inimigo caso você queira entrar nelas jogando pela facção oposta.

O level design do Salão dos Thanes me agradou bastante por aproveitar bem a verticalidade nos confrontos contra os anões Ferro Negro e seus golens. Já a instância de Dalaran exige uma sequência de missões de sintonização antes de liberar a entrada pelos esgotos de uma cidade tomada por elementos arcanos. É exatamente o tipo de conteúdo que respeita a lógica de grupo do jogo original e recompensa quem explora o mapa com calma, sem sair correndo para fazer tudo.

De tudo que pude jogar dessa beta do WoW: Forever mostra que a Blizzard finalmente entendeu o que os jogadores queriam quando pediam por uma expansão horizontal da Azeroth original. As novas masmorras são excelentes, além das combinações inéditas de classes darem um fôlego novo para quem já decorou as rotas antigas, e os ajustes nos talentos deixam a evolução mais agradável, sem perder a essência punitiva que o título mais antigo sempre teve. 

World of Warcraft: Forever chega em 4 de novembro para PC via Battle.net. 

Fonte: Game On
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