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Jogos como serviço em 2026: quais ainda fazem sentido continuar jogando

Entre atualizações, desgaste e reinvenção, o modelo passa por seu teste mais duro

4 fev 2026 - 12h15
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Jogos como serviço em 2026: quais ainda fazem sentido continuar jogando
Jogos como serviço em 2026: quais ainda fazem sentido continuar jogando
Foto: Reprodução/EA

Por mais de uma década, os jogos como serviço dominaram o mercado com promessas tentadoras: mundos em constante evolução, eventos regulares, atualizações frequentes e comunidades sempre ativas. Mas 2026 chega como um ponto de virada. Com o cansaço do público cada vez mais evidente, estúdios fechando servidores e jogadores repensando onde investir seu tempo (e dinheiro), a pergunta deixou de ser “qual é o próximo jogo como serviço?” para se tornar bem mais honesta: quais ainda valem a pena continuar jogando?

A recente atualização de Apex Legends — que tenta reposicionar o jogo após anos de desgaste — é um bom exemplo de como até gigantes do gênero precisam se reinventar para não ficarem pelo caminho. Nem todos conseguem. E poucos realmente merecem seguir vivos na rotina do jogador em 2026.

O cansaço do modelo e a seleção natural

O problema nunca foi o conceito de jogo como serviço em si, mas o excesso. Nos últimos anos, o mercado foi inundado por experiências que exigem dedicação quase obrigatória, passes de batalha intermináveis e eventos que mais parecem tarefas do que diversão.

Em 2026, o jogador está mais seletivo. Não há mais espaço para manter cinco ou seis jogos ativos ao mesmo tempo. A tendência é clara: sobrevivem aqueles que respeitam o tempo do jogador, oferecem conteúdo relevante e conseguem evoluir sem perder identidade.

Confira abaixo alguns dos títulos mais populares que ainda mantêm esse tipo de modelo.

Apex Legends

Lançado em 2019, Apex Legends chegou a 2026 carregando tanto méritos quanto cicatrizes. A nova atualização busca ajustar balanceamentos, renovar sistemas e recuperar parte da confiança da comunidade — algo essencial após temporadas marcadas por problemas técnicos e decisões questionáveis.

O grande trunfo de Apex ainda está na sua jogabilidade afiada, no ritmo acelerado e na identidade própria dentro do gênero battle royale. Diferente de concorrentes que apostam apenas em números e colaborações, Apex segue sendo um jogo que exige habilidade, leitura de combate e trabalho em equipe.

Faz sentido continuar jogando? Sim — desde que a Respawn e a Electronic Arts consigam sustentar essa retomada, ouvindo a comunidade e evitando transformar cada temporada em um simples pacote cosmético.

Fortnite

Se existe um jogo como serviço que transcendeu o próprio rótulo, esse jogo é Fortnite. Em 2026, ele já não é apenas um battle royale, mas uma plataforma criativa, social e até cultural.

O modo criativo, as experiências feitas por jogadores e as constantes reinvenções fazem com que Fortnite continue relevante não apenas pelo gameplay, mas pelo que representa dentro da cultura pop. Ele não exige presença constante para ser aproveitado — e isso, paradoxalmente, é um dos motivos de sua longevidade.

Minecraft

Em 2026, Minecraft continua sendo um fenômeno difícil de rotular. Tecnicamente, ele se encaixa no modelo de jogo como serviço: recebe atualizações constantes, eventos sazonais, novos conteúdos e mantém uma base ativa gigantesca. Na prática, porém, ele funciona de forma oposta à maioria dos títulos do gênero.

Minecraft nunca exigiu presença diária, passes de batalha invasivos ou a sensação de estar sempre “devendo algo” ao jogo. O jogador entra quando quer, joga como quer e sai sem culpa. As atualizações não substituem experiências anteriores — elas expandem possibilidades.

Outro fator decisivo é a liberdade criativa. Em um mercado saturado de jogos que ditam regras e rotinas, Minecraft sobrevive porque entrega ferramentas, não obrigações. Mods, servidores personalizados e modos criados pela própria comunidade mantêm o jogo vivo de maneira orgânica, algo que poucos jogos como serviço conseguem replicar.

Faz sentido continuar jogando em 2026? Mais do que nunca. Minecraft não compete por atenção — ele simplesmente permanece. E talvez seja exatamente por isso que atravessou gerações sem perder relevância.

Final Fantasy XIV

Enquanto muitos jogos como serviço tropeçam, Final Fantasy XIV segue como um manual vivo de boas práticas. Atualizações consistentes, narrativa respeitada, eventos bem espaçados e uma comunidade que se sente parte do mundo.

Em 2026, o MMO da Square Enix prova que jogos como serviço também podem ser experiências completas, com começo, meio e fim — mesmo dentro de um mundo em expansão contínua. Diferente de MMOs que transformam cada atualização em uma corrida contra o relógio, FFXIV valoriza a experiência da jornada, não apenas o destino final.

É um jogo que permite pausas, respeita o retorno do jogador e entende que nem todo conteúdo precisa ser consumido no lançamento para fazer sentido. Essa filosofia — quase rara no modelo de jogos como serviço — fortalece o vínculo emocional com o mundo de Eorzea e ajuda a explicar por que tantos jogadores continuam voltando, não por obrigação, mas por escolha.

Destiny 2

Após altos e baixos, Destiny 2 permanece relevante graças à sua jogabilidade única e ao apelo do universo criado pela Bungie. Ainda que o modelo de monetização continue sendo alvo de críticas, o jogo sobrevive porque oferece algo difícil de replicar: sensação de tiro, cooperação e mitologia próprias.

O que sustenta o jogo em 2026 não é o formato de serviço, mas a experiência momentânea que ele entrega. Poucos jogos conseguem replicar a sensação de um ataque cooperativo bem executado, de uma raid concluída após horas de tentativa ou da sinergia entre classes em combates intensos.

Não é um jogo para todos, mas para quem já está investido nele, ainda faz sentido permanecer.

World of Warcraft

Poucos jogos representam tão bem o conceito de jogo como serviço quanto World of Warcraft. Em 2026, o MMO da Blizzard já não ocupa o centro absoluto da cultura gamer como nos anos 2000, mas segue relevante por um motivo simples: soube aprender com os próprios erros.

Após expansões controversas e decisões que afastaram parte da base, WoW passou a adotar uma postura mais flexível, com sistemas menos punitivos, narrativa mais acessível e ciclos de conteúdo que respeitam melhor o tempo do jogador. Hoje, é possível entrar, aproveitar uma expansão ou temporada específica e sair sem a sensação de estar “atrasado”.

Faz sentido continuar jogando em 2026? Sim, especialmente para veteranos. World of Warcraft já não exige devoção total, mas recompensa quem busca um MMO sólido, com identidade, história e uma comunidade que resiste ao tempo.

Overwatch 2

Overwatch talvez seja um dos casos mais emblemáticos — e controversos — dos jogos como serviço modernos. O lançamento de Overwatch 2 prometia evolução, mas chegou carregado de decisões que dividiram a comunidade: mudanças estruturais, foco agressivo em monetização e a sensação de que o jogo perdeu parte da alma que o tornou especial.

Em 2026, Overwatch ainda sobrevive graças ao seu gameplay afiado, personagens carismáticos e partidas rápidas que continuam únicas no gênero. No entanto, ele também simboliza os riscos do modelo: atualizações frequentes nem sempre significam evolução significativa.

Vale a pena continuar jogando? Depende do vínculo emocional. Para quem acompanha desde o início, ainda há diversão. Para novos jogadores, o jogo precisa se explicar melhor — e justificar por que ainda merece atenção em um mercado cada vez mais concorrido.

O futuro é menos quantidade, mais significado

Se existe uma lição clara em 2026, é que tempo virou o recurso mais valioso do jogador. Jogos como serviço não precisam morrer, mas precisam evoluir. Menos pressão, mais respeito. Menos obrigações diárias, mais experiências memoráveis.

Alguns títulos tentam provar que ainda pertencem a esse grupo seleto. Alguns já conseguiram provar. Outros ficaram pelo caminho. E o jogador, agora mais consciente, finalmente aprendeu a escolher melhor onde investir seu tempo e atenção.

Fonte: Game On
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