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Jogamos: Ace Combat 8 coloca jogador como piloto novato em esquadrão de ases dos céus

O Terra Game On participou do evento de revelação do game, que foi realizado no dia 27 de maio pela Bandai Namco em Los Angeles

4 jun 2026 - 18h31
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Jogamos: Ace Combat 8 foca em agradar fãs de longa data e novos jogadores
Jogamos: Ace Combat 8 foca em agradar fãs de longa data e novos jogadores
Foto: Reprodução / Bandai Namco

Surgida no PlayStation em 1995, a franquia Ace Combat se destacou ao longo de sua trajetória por entregar combates aéreos rápidos (sem as complicações de um simulador) e intensos, e a partir do terceiro jogo, tramas e personagens com estilo por vezes derivado dos animes, justificando assim momentos de sacrifícios e atuações heróicas.

Tal qual ocorre em outras franquias dos videogames, o time de desenvolvimento responsável pelos jogos da série, o Project Aces, tem o desafio de ao mesmo tempo manter os fãs que seguem os games desde o início com novos jogadores ainda não familiarizados com o universo de Ace Combat. 

A solução adotada pelo Project Aces foi a de dar sequência à trama trabalhada em Ace Combat 7: Skies Unknown, mas desta vez colocando o jogador no controle de um piloto novato resgatado após sobreviver a um ataque inimigo e que fará parte do time "Joker", um esquadrão de ases dos céus que realizará todas as missões presentes na campanha. Ace Combat 8 prossegue a história do game anterior (há diversas menções a eventos e locais de Ace Combat 7) e suas cenas pré-missão dão ênfase no relacionamento dos personagens e a forma como eles encaram os conflitos bélicos presentes no universo do game. 

A campanha principal de Ace Combat 8 segue uma estrutura fixa que compreende as cenas que progridem a história, os mission briefings, que são reuniões que explicam a missão a ser cumprida e detalham os objetivos obrigatórios para se passar de fase e, uma vez terminada, há a tela que exibe os dados de conclusão.

Mas antes de poder rasgar os céus, o jogador terá à sua disposição muitas opções para customizar seu avião de combate. Desde itens cosméticos como adesivos e pinturas extras, passando por power ups que melhoram atributos das aeronaves, Ace Combat 8 dará muitas opções para o jogador fazer um ajuste fino antes da missão.

Foto: Reprodução / Bandai Namco

Dois detalhes interessantes nesse aspecto são que o jogador também pode escolher e customizar inteiramente os aviões dos demais membros de seu esquadrão, o que dá uma profundidade inédita na série. Outro aspecto é que conforme se avança na campanha, além de desbloquear novos caças, o jogador ganha pontos que podem ser usados para aumentar atributos de uma árvore de habilidades digna de um RPG.

Conversa com Kono Kazutoki, diretor de Ace Combat 8

Kono Kazutoki, diretor da série Ace Combat e fundador da Project Aces, time responsável pelo desenvolvimento dos games da franquia desde a Ace Combat 5, respondeu várias perguntas de jornalistas e criadores de conteúdo de diversos veículos internacionais presentes no evento de preview de Ace Combat 8: Wings of Theve, inclusive uma feita pelo Terra Game On.

À esquerda, o tradutor/interprete Mikey McNamara; à direita, o diretor de Ace Combat, Kono Kazutoki
À esquerda, o tradutor/interprete Mikey McNamara; à direita, o diretor de Ace Combat, Kono Kazutoki
Foto: Reprodução / AvcF / Game On

Terra Game On: O game anterior da série, Ace Combat 7, foi feito sob o motor gráfico Unreal Engine 4, enquanto que Ace Combat 8 foi desenvolvido sob a Unreal Engine 5. Além das melhorias gráficas, quais outros recursos e elementos foram adicionados agora que não eram possíveis antes? E ainda nesse sentido, houve alguma dificuldade técnica?

Kono Kazutoki: Os gráficos foram uma grande parte da evolução que a transferência da Unreal Engine 4 para a Unreal Engine 5 trouxe, em combinação com nosso sistema proprietário de geração de nuvens que nos permitiu ultrapassar os limites da expressão do foto realismo gráfico.

Outra grande evolução que conseguimos de Ace Combat 7 para o 8 foi no design de som. Por exemplo, nós usamos três microfones para gravar os diálogos dos atores e exportamos os sons para canais 7.1.4, o que, com um fone de ouvido ou um equipamento de som adequado, permite que cada som seja ouvido virtualmente de qualquer direção. A soma desses elementos aliados à evoluções de gameplay que obtivemos ao longo da série, nos levou à direção de garantir que o jogador pudesse ter uma imersão completa no universo do jogo.

Com relação a limitações técnicas que você mencionou antes, quando você tem um lançamento multiplataforma, uma limitação que você tem que encarar é justamente olhar para cada plataforma e decidir o que será otimizado em cada uma. Mesmo que a Unreal Engine 5 tivesse um limite técnico, nossa equipe de desenvolvimento é muito boa e foi capaz de criar todos os efeitos que nós queríamos. Ainda que houvesse algum efeito que não fosse possível aplicar diretamente em uma plataforma, nosso time sempre soube se adaptar bem e replicá-lo de alguma forma alternativa, então creio que não tenha sobrado muito em relação ao que quisemos fazer.

Foto: Reprodução / Bandai Namco

Quando joguei Ace Combat 8 no evento, a mudança para a Unreal Engine 5 aliada à visão artística da Project Aces fez com que o novo game pudesse ser um espetáculo audiovisual. Como a maior parte do jogo se passa em batalhas aéreas, conforme mencionado por Kazutoki, o sistema proprietário de geração de nuvens permitiu a criação de cadeias de nuvens visualmente distintas, bastante detalhadas e realistas, mas também capazes de afetar a dirigibilidade das aeronaves. Por um lado, elas podem esconder alvos e ajudar a desviar de mísseis, porém elas também podem afetar instrumentos de vôo e prejudicam bastante a visibilidade.

Outros efeitos como raios solares, reflexos e sombras sobre os oceanos também receberam bastante atenção. Outro destaque gráfico é a riqueza de detalhes dos terrenos e instalações terrestres, todos com texturas de alto nível e surpreendente detalhismo na modelagem.

Quanto ao som, além do já mencionado efeito surround, vale destacar a ótima trilha sonora presente durante a campanha principal. As faixas contam com arranjos orquestrados misturados a efeitos eletrônicos, e várias delas conseguem passar uma dramaticidade que tanto a ação quanto à história que ocorre em uma missão pedem. Os personagens principais também ganharam ótimas dublagens.

Após o grande sucesso de Ace Combat 7: Skies Unknown, seu sucessor Ace Combat 8: Wings of Theve tem todos os elementos para tornar a tradicional série da Bandai Namco ainda mais popular, quando for lançado em 2 de outubro para PC, PlayStation 5 e Xbox Series.

Fonte: Game On
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