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Hellboy: Web of Wyrd é game decepcionante do herói sobrenatural

Jogo baseado nos quadrinhos é um roguelike mediano com jogabilidade truncada

20 nov 2023 - 14h40
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Web of Wyrd tinha tudo para ser o jogo do Hellboy que os fãs tanto sonharam
Web of Wyrd tinha tudo para ser o jogo do Hellboy que os fãs tanto sonharam
Foto: Upstream Arcade / Divulgação

Hellboy merecia um jogo melhor. Web of Wyrd conquistou a atenção de muitos fãs do demônio investigador por seu visual estiloso, que reproduz o traço das HQs de Mike Mignola, mas infelizmente, o jogo deixou muito a desejar.

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Dito isso, Web of Wyrd não é um completo desastre, como Gollum ou o recém-lançado The Walking Dead: Destinies. O jogo traz uma narrativa original, criada pela Darkhorse Comics e o próprio Mignola. No controle de Hellboy, o jogador parte em uma série de aventuras com historias independentes, ligadas pelo misterioso legado da Casa Borboleta e o desaparecimento de um agente do BPDP.

Construída em 1962 pelo ocultista Pasquale Deneveaux, a Casa Borboleta é mais do que uma mera residência – é uma porta de entrada, construída sobre linhas ley ocultas, que abre portais para uma dimensão terrível e fascinante, a tal Wyrd do título. Essa dimensão é o lar de criaturas assustadoras e homúnculos sinistros, que Hellboy abate com socos e tiros bem planejados.

Em cada sessão nessas fases, o jogador pode adquirir novos itens com os créditos acumulados ao derrotar as criaturas bizarras da outra dimensão. Também evolui ganhando melhorias permanentes. Eventualmente, vai perder e precisar percorrer aquela fase de novo, ou chegar ao chefão final daquele trecho - os melhores momentos de ação, que, no resto do jogo, é simples demais.

Bonito, mas ordinário

Combate de Hellboy: Web of Wyrd é simples e previsível
Combate de Hellboy: Web of Wyrd é simples e previsível
Foto: Upstream Arcade / Divulgação

O visual é o ponto alto, com traços que fazem da aventura uma HQ jogável de Hellboy, traduzindo o estilo dos quadrinhos para animações tridimensionais. O protagonista é muito bem dublado por Lance Reddick, provavelmente o último trabalho do ator antes de sua morte. O combate é simples (até demais) e a mecânica de esquiva não é tão responsiva quanto os jogadores gostariam. Dominar o 'timing' certo das esquivas acaba sendo frustrante.

O grande problema de Web of Wyrd é que o jogo tem um ritmo lento e pouca variação tanto nos cenários quanto inimigos e mesmo na ação. A estrutura de roguelike não colabora, forçando o jogador a repetir longas fases que já seriam repetitivas em um jogo de ação convencional. Para completar, notei quedas nas taxas de animação (o tal FPS) e até travamentos, mesmo jogando no Xbox Series X.

Considerações

Hellboy: Web of Wyrd - Nota 5
Hellboy: Web of Wyrd - Nota 5
Foto: Game On / Divulgação

Como eu disse no começo desta análise, Hellboy merecia um jogo melhor. Há um apelo visual para os fãs da obra de Mike Mignola e a dublagem de Lance Reddick é excelente, mas o jogo em si é um daqueles roguelike que funcionariam melhor como um game de ação convencional.

Hellboy: Web of Wyrd está disponível para PC, PS4, PS5, Switch, Xbox One e Xbox Series X/S.

*Esta análise foi feita no Xbox Series X, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Good Shepherd Entertainment.

Fonte: Game On
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