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GBA SP - Quando a Nintendo percebeu que precisava ouvir o jogador

A história do portátil que transformou crítica em evolução e iluminou uma geração inteira

11 fev 2026 - 13h27
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GBA SP - Quando a Nintendo percebeu que precisava ouvir o jogador
GBA SP - Quando a Nintendo percebeu que precisava ouvir o jogador
Foto: Reprodução/Nintendo

Lançado em 2001, o Game Boy Advance foi um marco para os sistemas de jogos portátil, apresentando um salto técnico impressionante, e ainda mantendo a retrocompatibilidade com o seu antecessor. Mas ele trazia um grave problema: não tinha iluminação própria. E os jogadores reclamaram. Muito.

A Nintendo, que historicamente sempre trilhou seu próprio caminho — muitas vezes ignorando ruídos externos — fez algo incomum em 2003: ouviu. O resultado foi o Game Boy Advance SP, um redesign que não apenas corrigia problemas, mas redefinia o que esperávamos de um portátil.

O dobrável que mudou tudo

Lançado em 2001, o Game Boy Advance trouxe um salto técnico impressionante - mas não tinha iluminação própria
Lançado em 2001, o Game Boy Advance trouxe um salto técnico impressionante - mas não tinha iluminação própria
Foto: Reprodução

O primeiro impacto do GBA SP não era a luz. Era o seu formato. A estrutura “clamshell” dobrável - ou formato concha, como é conhecido - lembrava mini laptops da época — e não por acaso. A tela ficava protegida quando fechado, eliminando o terror dos riscos permanentes. O console cabia melhor no bolso, parecia mais moderno e transmitia a sensação de um produto premium. Era compacto, elegante e, pela primeira vez, verdadeiramente portátil sem ressalvas.

Mas a verdadeira revolução estava na tampa. Esse novo modelo trouxe iluminação frontal. Não era perfeita — havia um leve “véu” sobre a imagem — mas era libertadora. Finalmente podíamos jogar Metroid Fusion ou The Legend of Zelda: The Minish Cap no escuro, no carro, na cama, sem depender do sol ou de luminárias improvisadas.

Em 2005, a Nintendo deu um passo além com o modelo AGS-101, agora com retroiluminação. Cores vibrantes, contraste real, nitidez que fazia parecer que os jogos tinham sido refeitos. Para muitos, aquela foi a versão definitiva do Game Boy Advance — e até hoje é considerada uma das melhores telas já colocadas em um portátil da era pré-HD.

Isso era mais do que tecnologia. Era respeito ao jogador.

A bateria que acompanhava a mudança

Em 2005 a Nintendo lançou o GBA SP modelo AGS-101, que apresentava uma tela retroiluminada aprimorada
Em 2005 a Nintendo lançou o GBA SP modelo AGS-101, que apresentava uma tela retroiluminada aprimorada
Foto: Reprodução

Outra mudança importante e que mostrava que a Nintendo estava ouvindo a comunidade: o abandono das pilhas AA. O GBA SP vinha com bateria interna recarregável. Pode parecer trivial hoje, mas em 2003 era uma decisão que reduzia custo a longo prazo, simplificava a vida do jogador e alinhava o portátil com a modernidade. 

O carregador incluso tornava a experiência mais prática e consolidava o SP como um produto mais “adulto”, mais pensado. A Nintendo não estava apenas corrigindo um erro. Estava amadurecendo.

O mais curioso é que o GBA SP chegou quando o Game Boy Advance já tinha uma biblioteca sólida — e ela só melhoraria nos anos seguintes. Estamos falando de um período em que o 2D atingiu um refinamento quase artístico, com jogos como Castlevania: Aria of Sorrow, Advance Wars, Fire Emblem, Final Fantasy Tactics Advance e Pokémon Ruby & Sapphire.

O SP não precisava provar poder técnico. Ele precisava entregar a melhor forma de jogar aquilo tudo. E conseguiu.

Quando ouvir virou estratégia

O GBA SP marca um ponto interessante na trajetória da Nintendo. Ele não nasceu como uma “nova geração”, mas como uma resposta direta ao público. Foi um reconhecimento silencioso de que inovação também significa ajustar rota.

Essa filosofia reapareceria anos depois com o Nintendo DS Lite — uma versão mais elegante e iluminada do DS original — e até com o Switch OLED. A empresa entendeu que design e experiência importam tanto quanto potência. O SP foi, talvez, o primeiro grande sinal dessa mudança.

Hoje, o Game Boy Advance SP é objeto de culto. Seja na versão azul cobalto, no elegante grafite ou nas edições especiais como a do NES, ele representa uma era em que a Nintendo percebeu que ouvir não é fraqueza — é inteligência de mercado.

Fonte: Game On
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