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Double Dragon: os títulos que marcaram a franquia

A era dourada da pancadaria em dupla

28 out 2025 - 16h13
(atualizado às 16h16)
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Double Dragon: os títulos que marcaram a franquia
Double Dragon: os títulos que marcaram a franquia
Foto: Divulgação

Com a chegada de Double Dragon Revive, os holofotes voltam para uma das séries mais influentes do gênero de pancadaria beat ’em up. Desde os fliperamas dos anos 80 até os consoles modernos, os irmãos Billy e Jimmy Lee atravessaram gerações, levando seus socos e chutes a novos públicos e plataformas.

A trajetória de Double Dragon é, em muitos aspectos, uma linha do tempo da evolução dos jogos de luta: cada lançamento trouxe novidades, desafios e, acima de tudo, diversão. Bora relembrar os jogos que definiram a franquia?

O nascimento de uma lenda

Em 1987, os fliperamas vibraram com o lançamento de Double Dragon, da saudosa Technos Japan. Com gráficos detalhados e jogabilidade cooperativa, o título capturou o espírito das ruas e a emoção das brigas corpo a corpo.

Os jogadores assumiam o controle dos irmãos Lee em uma jornada para resgatar Marian, enfrentando ondas de inimigos e chefes memoráveis — entre eles, o icônico Abobo. A combinação de pancadaria intensa, trilha sonora marcante e progressão desafiadora transformou o jogo em um fenômeno global, ajudando a definir as bases do gênero beat ’em up.

O sucesso foi tão grande que, em 1988, chegou Double Dragon II: The Revenge. A sequência aperfeiçoou tudo o que o original havia introduzido: golpes mais variados, gráficos aprimorados e uma narrativa de vingança que adicionava emoção às batalhas. O modo cooperativo ganhou ainda mais destaque, reforçando a ideia de que a verdadeira força dos irmãos Lee vinha do trabalho em dupla.

Em 1990, Double Dragon 3: The Rosetta Stone tentou expandir o universo da franquia. Billy e Jimmy agora viajavam pelo mundo em busca das lendárias pedras de Roseta, enfrentando adversários em países como China, Itália e Egito.

A inclusão de personagens jogáveis adicionais e golpes mais elaborados mostrava a ambição da Technos, mas o resultado dividiu opiniões. Alterações entre as versões de arcade e consoles, além de uma curva de dificuldade desequilibrada, afastaram parte do público. Ainda assim, o jogo ficou marcado pela tentativa de inovar e levar a série a uma escala global.

A era dos consoles domésticos

Com o sucesso nos arcades, Double Dragon logo invadiu os lares. NES, Master System, Mega Drive e Game Boy receberam suas versões, cada uma com peculiaridades próprias. Algumas adaptações simplificavam os gráficos ou a jogabilidade, mas mantinham a essência: lutas intensas e a camaradagem dos irmãos Lee. A transição do fliperama para o console foi crucial para consolidar o legado da série e torná-la acessível a um público ainda maior.

Em 1992, a saga deu um salto técnico com o seu quarto capítulo, chamado simplesmente de Super Double Dragon, lançado exclusivamente para o Super Nintendo. O título trouxe animações fluidas, golpes aprimorados, sistema de bloqueio e uma barra de energia que permitia ataques especiais — algo inédito para o gênero.

O ritmo mais cadenciado e o combate técnico agradaram a muitos fãs, embora o jogo tenha sido criticado por sua história simples. Ainda assim, Super Double Dragon é lembrado como o último grande título da era clássica da franquia.

Reinvenções nos anos 90

Na busca por novos caminhos, a Technos se aventurou em colaborações inesperadas. Battletoads & Double Dragon: The Ultimate Team (1993) uniu dois universos lendários dos videogames em uma mistura improvável, mas irresistível. A parceria com a Rare resultou em um crossover vibrante, combinando o humor e a dificuldade dos Battletoads com a pancadaria direta de Double Dragon. O resultado foi um jogo desafiador e carismático, que até hoje é lembrado como um dos crossovers mais icônicos da era 16 bits.

No ano seguinte, veio Double Dragon V: The Shadow Falls (1994), uma tentativa ousada de modernizar a série em meio à febre dos jogos de luta. Inspirado no sucesso de Street Fighter II, o título abandonou completamente o estilo beat ’em up e apostou em combates um contra um.

O experimento, porém, falhou: os gráficos simples, os controles imprecisos e o design questionável dos personagens decepcionaram fãs e crítica. Em 1995, uma adaptação do filme Double Dragon para NeoGeo tentaria mais uma vez revitalizar a marca — também sem sucesso. Um ano depois, em 1996, a Technos Japan fechava suas portas, encerrando um importante capítulo da história dos beat ’em ups.

O ressurgimento do dragão

Após anos de silêncio, a franquia voltou à vida nos anos 2000 sob o comando da Million, um pequeno estúdio formado por ex-funcionários da Technos. O grupo licenciou remakes e paródias que mantiveram o nome vivo, mas sem o mesmo impacto dos clássicos.

O verdadeiro renascimento veio em 2015, quando a Arc System Works — renomada pelos títulos Guilty Gear e BlazBlue — adquiriu os direitos da franquia. O estúdio, apaixonado por sua herança arcade, trouxe de volta Yoshihisa Kishimoto, criador original da série, para liderar uma nova fase.

O primeiro resultado desse retorno foi Double Dragon IV (2017), um projeto nostálgico que resgatou o visual 8 bits e a continuidade direta de Double Dragon II: The Revenge. Desenvolvido por veteranos da Technos, o jogo trouxe um toque moderno à simplicidade dos clássicos e reacendeu o interesse pela série.

Em 2025, Double Dragon Revive marca o mais recente retorno dos irmãos Lee. Desenvolvido pelo estúdio Yuke's e pela Arc System Works (mas sem a presença dos desenvolvedores originais), o jogo traz a clássica pancadaria de volta com visual moderno, misturando sprites detalhados e profundidade 3D. A proposta é clara: unir nostalgia e modernidade.

Lançado na semana passada, Revive dividiu opiniões, mas para muitos jogadores, especialmente os que nunca viram um fliperama na vida, pode ser a oportunidade perfeita de ver Double Dragon resgatar o espírito dos beat ’em up dos anos 80 com uma pegada dos tempos modernos.

Fonte: Game On
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