Odyssey Cup 2026: mais competitiva e mais inclusiva no cenário brasileiro de esports; entrevista
Com times convidados via Valve Regional Standings, Odyssey Cup 2026 reforça a estratégia da Samsung de unir performance e comunidade
A Odyssey Cup deixou de ser apenas “mais um campeonato” para se tornar um projeto com identidade própria dentro do cenário brasileiro de esports. Criada pela Samsung como uma iniciativa proprietária, a competição nasceu com uma proposta clara: ir além da premiação, oferecendo uma plataforma que conecta jogadores, tecnologia e comunidade em um ambiente competitivo real.
Depois de uma edição 2025 marcada por números expressivos, mais de 500 equipes inscritas e ampla audiência nas transmissões, a Odyssey Cup 2026 chega com ajustes importantes. O torneio mantém sua base inclusiva, com inscrições gratuitas e espaço para novos talentos, mas eleva o nível técnico logo nas fases iniciais ao integrar equipes convidadas a partir do Valve Regional Standings, o ranking oficial do Counter-Strike 2.
Nesta entrevista, a Samsung detalha o que muda de uma edição para outra, como equilibra alto nível competitivo com inclusão, o papel da tecnologia no desempenho dos atletas e por que a Odyssey Cup já pode ser considerada uma das principais referências do calendário nacional de eSports.
Game On - O que mudou de forma concreta da Odyssey Cup 2025 para a edição 2026, além do aumento da premiação? (Em termos de estrutura, experiência para jogadores e transmissão.)
Marina Correia - A Odyssey Cup é uma iniciativa proprietária da Samsung criada para fortalecer o ecossistema gamer por meio de uma competição que vai além do campeonato em si. Desde a primeira edição, o objetivo é oferecer uma plataforma que conecte jogadores profissionais e amadores, estimule o desenvolvimento do cenário competitivo nacional e permita que a tecnologia seja vivenciada em contexto real de jogo. Para a Samsung, o público gamer é muito importante, exigente e altamente conectado, e a Odyssey Cup reflete a visão da marca de construir relacionamento, fomentar a comunidade e impulsionar o crescimento sustentável dos eSports no país.
Game On - A relevância do torneio já ficou evidente na edição de 2025, que contou com 505 times registrados, demonstrando a força da competição como ponto de encontro da comunidade e como porta de entrada para novos talentos no cenário competitivo.
Marina Correia - Em 2026, a principal evolução está no nível competitivo desde o início do torneio. Pela primeira vez, a competição já começa com oito equipes convidadas a partir do Valve Regional Standings (VRS), o sistema oficial de ranking da Valve para o Counter-Strike 2, o que eleva significativamente o patamar técnico das partidas iniciais e torna a experiência mais atrativa para quem acompanha o torneio desde as primeiras fases.
Além disso, a estrutura como um todo foi ampliada, com uma jornada mais consistente para jogadores e espectadores. O objetivo é valorizar ainda mais o jogador, seja profissional ou amador, e consolidar a Odyssey Cup como uma referência entre os campeonatos de eSports no Brasil, oferecendo uma experiência completa, do início ao fim, em monitores de altíssima performance.
Game On - A decisão de manter inscrições gratuitas foi estratégica para ampliar a base competitiva? Como isso impacta o equilíbrio entre times amadores e profissionais?
Marina Correia - A decisão vital está em como garantimos autoridade ao campeonato. Desde o início, o objetivo nunca foi criar um torneio restrito apenas a equipes profissionais, mas sim respeitar o rigor competitivo do cenário ao mesmo tempo em que se abre espaço para novos talentos.
A gratuidade garante diversidade, amplia a base competitiva e cria oportunidades reais para jogadores amadores mostrarem seu potencial em um ambiente profissional, sem descaracterizar o nível técnico da competição. Esse equilíbrio é fundamental para atender às expectativas de um público gamer exigente e para manter a credibilidade do campeonato.
Game On - A presença de equipes convidadas via Valve Regional Standings eleva o nível técnico do torneio. Como vocês equilibram esse peso competitivo com a proposta de inclusão do cenário nacional?
Marina Correia - As equipes convidadas via Valve Regional Standings nos ajudam a atrair mais atenção ao campeonato para que outras grandes equipes entendam realmente o nível a que chegou a Odyssey Cup. Elas funcionam como um impulsionador natural do nível competitivo da Odyssey Cup e direcionam para onde queremos que o campeonato caminhe. Ao mesmo tempo, o formato segue aberto a equipes amadoras e semiprofissionais, o que mantém a proposta inclusiva e fortalece o cenário nacional. Cada vez mais, queremos uma competição acirrada, que leve o público a se divertir e a se emocionar, mas que também demonstre com clareza a qualidade dos monitores que são utilizados para os jogos.
Então, realmente, como em um bom jogo, subimos de nível.
Game On - O formato em quatro fases já se mostrou eficiente em 2025. Houve ajustes no modelo suíço ou nos playoffs para 2026?
Marina Correia - O formato da Odyssey Cup foi mantido porque se mostrou eficiente e bem-sucedido na edição de 2025. A estrutura em Qualificatórias, Fase Suíça, Playoffs e Grande Final garante equilíbrio competitivo, clareza para os times e uma experiência fluida para quem acompanha o campeonato, do início ao fim. A ideia para 2026 foi evoluir a experiência sem descaracterizar um modelo que já se consolidou como referência no universo gamer.
A Odyssey Cup 2026 reforça o compromisso da Samsung com o fortalecimento do cenário competitivo nacional, criando um ambiente que integra amadores, profissionais e espectadores, além de reconhecer o desempenho individual dentro da competição, com destaque para o MVP do time campeão. Ou seja, não é só o time que ganha. Alguém ainda sai com o título de melhor jogado do campeonato. Isso ajuda a consolidar o torneio não apenas como um campeonato, mas como uma plataforma relevante para o ecossistema de eSports no Brasil.
Game On - A Odyssey Cup já se posiciona entre os grandes campeonatos nacionais. Qual é o objetivo da Samsung a médio e longo prazo com esse torneio?
Marina Correia - Todo campeonato é diferente, é claro. Mas se mantivermos o ritmo de 2025, quando tivemos 505 equipes inscritas, com mais de 1,1 milhão de live views, creio que não há porque não manter o campeonato no calendário e, se tudo der certo, pensar em ampliá-lo. O sucesso foi tão claro que o projeto se tornou um 'playbook' oficial exportado para outros países da América Latina em 2025. Entendemos que ter uma plataforma proprietária de competição, uma plataforma nossa para exibir nossos produtos é muito mais eficiente com esse tipo de público, porque permite demonstrar tecnologia em contexto real, construir relacionamento contínuo e reforçar a presença da marca de forma legítima dentro do cenário.
Game On - O Counter-Strike 2 ainda está em processo de amadurecimento competitivo. Como foi planejar um campeonato desse porte em um cenário que ainda está se consolidando?
Marina Correia - Planejar um campeonato desse nível em um cenário em evolução exige acompanhamento constante do competitivo e muita flexibilidade. Buscamos nos manter atualizados sobre as competições e como elas se desenvolvem, e ter as equipes convidadas via Valve Regional Standings também nos ajudam a trazer times que já tenham integração nesse universo do Counter-Strike 2 sem grandes dificuldades. É lógico que todo planejamento é desafiador, principalmente quando se trata de eSports e competidores de alto nível. E aqui, até os amadores estão em alto nível! Mas a experiência da edição anterior nos dá segurança de que estamos entregando uma competição tão sólida quanto a de 2025, ou até melhor.
Game On - A Odyssey Cup mistura profissionais consagrados e novos talentos. Vocês enxergam o torneio também como uma vitrine para revelar jogadores para o cenário profissional?
Marina Correia - Com certeza. Desde a concepção da Odyssey Cup, a Samsung enxerga o campeonato como uma plataforma de desenvolvimento da comunidade gamer, e não apenas como uma competição pontual. Criar um ambiente onde jogadores profissionais e amadores dividem o mesmo espaço competitivo é fundamental para fortalecer o ecossistema, estimular a evolução técnica e ampliar oportunidades.
A partir do momento em que temos profissionais e amadores, o leque de oportunidades se amplia demais. Quando amadores competem em uma estrutura profissional, com visibilidade, regras claras, alto nível técnico e transmissões amplas, eles passam a ser observados não só pelo público, mas também pelo próprio mercado competitivo.
Esse contato direto com equipes experientes acelera o aprendizado, eleva o padrão das partidas e ajuda a revelar novos talentos. Em 2026, com o fortalecimento do torneio, acreditamos que a Odyssey Cup seguirá cumprindo esse papel de vitrine e de porta de entrada para jogadores que buscam espaço no cenário profissional brasileiro.
Game On - A Grande Final marcada para 30 de maio é o ápice do campeonato. Podemos esperar alguma experiência especial para o público?
Marina Correia - Sim, a Grande Final sempre concentra as principais ativações da Odyssey Cup. Então, além da disputa decisiva e da premiação, a Samsung prepara anúncios e lançamentos que dialogam diretamente com o público gamer. Teremos monitores vindo para eles e são modelos que trazem ainda mais dinamismo e qualidade de imagem para os jogos, não apenas para o CS-2.
A ideia é transformar o encerramento do campeonato em uma experiência completa, que vá além da partida em si e reforce a conexão entre entretenimento, tecnologia e inovação.
Game On - Além da premiação em dinheiro, os monitores Odyssey OLED G6 500Hz chamam atenção. Como a Samsung vê a relação entre performance competitiva e tecnologia de hardware no eSports?
Marina Correia - A relação é direta. Em eSports de alto nível, especialmente em jogos competitivos como Counter-Strike 2, o hardware faz diferença real na performance. Taxas de atualização elevadas, tempo de resposta ultrarrápido e baixa latência impactam diretamente a leitura do jogo e a tomada de decisão.
A Odyssey Cup foi criada justamente para colocar essa tecnologia à prova em um ambiente real de competição. Ao levar os monitores Odyssey para o centro de um campeonato estruturado, com visibilidade regional, participação de atletas profissionais e alinhamento às regras do competitivo, a Samsung criou um contexto legítimo de uso, no qual performance, estabilidade e confiabilidade são testadas em partidas decisivas. Mais do que uma ação, a Odyssey Cup funciona como uma demonstração prática de que a tecnologia da Samsung é capaz de sustentar o alto nível competitivo exigido pelo cenário gamer, reforçando a confiança da comunidade a partir da experiência real.
Game On - Muita gente associa 500Hz só a Counter-Strike ou FPS competitivo. O que um monitor desse nível muda para quem joga outros gêneros ou até consome conteúdo no dia a dia?
Marina Correia - A principal vantagem de um monitor desses é a fluidez e a nitidez em movimento. Então, para quem gosta de jogos de corrida ou de RPG, por exemplo, um Odyssey também fará toda a diferença, porque nos jogos de RPG, os tempos de resposta de pixel são extremamente rápidos, com baixo input lag, resultando em menos rastros (ghosting) em movimentações rápidas de câmera.
Já nos jogos de corrida, a fluidez elevada torna a sensação de velocidade mais realista e ajuda na leitura da pista em alta velocidade, diminuindo o rastro visual de objetos no cenário. No dia a dia, esse tipo de monitor ajuda a rolar páginas da web ou documentos mais facilmente. Textos e imagens permanecem legíveis durante o movimento, reduzindo o cansaço visual. Além disso, o cursor do mouse parece muito mais suave e preciso.
Conclusão
A Odyssey Cup se consolida como uma plataforma de longo prazo para o ecossistema gamer brasileiro. Ao unir estrutura competitiva sólida, espaço para novos talentos, experiências pensadas para o público e tecnologia aplicada em contexto real de jogo, a Samsung mostra que entende o eSports como um ambiente vivo, que precisa evoluir sem perder suas raízes.
E para o público brasileiro, fica um detalhe importante: toda essa experiência chega acompanhada de localização em português brasileiro nos textos, facilitando o acesso, a compreensão e o engajamento de quem acompanha o torneio de perto.