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"Não é do dia para a noite que as coisas vão acontecer", diz boltz sobre MIBR

Jogador conversou com o Game On sobre o futuro do time de CS:GO

27 dez 2021 11h31
| atualizado em 7/1/2022 às 09h47
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Foto: Betway / Reprodução

O Brasil é conhecido nos esportes eletrônicos por possuir uma das torcidas mais apaixonadas do mundo e isso tem seu lado positivo e negativo. A MIBR, uma das organizações mais tradicionais dos esports nacionais, passou por maus bocados em 2021 com a paixão da torcida envolvendo sua line de CS:GO.

Verdade seja dita, houveram tomadas de decisões questionáveis e o time ficou devendo dentro dos servidores, mas claro que atrás dos computadores estão seres humanos, que também se afetam com toda a situação vivida. Com o apoio da Betway, o Game On teve a oportunidade de conversar com Ricardo "boltz" Prass, o jogador mais consolidado da atual line do MIBR, sobre a temporada de 2021, além de expectativas para o futuro.

Mudanças repentinas e adaptação de expectativas

Ao lado de João "felps" Vasconcellos, boltz dominou o cenário nacional de CS:GO em 2020 quando ainda representavam a Boom. Entretanto, aquele time, que também contava com Marcelo "chelo" Cespedes, Gustavo "yel" Knittel e Bruno "shz" Martinelli, passou por duas mudanças extremamente profundas em um período curto de tempo. A primeira foi perder felps, o jogador estrela da line, para a GODSENT. Já a segunda, foi a mudança de uma semana para a outra da Boom para a MIBR, consequentemente, mudança nas expectativas e cobranças da torcida.

"Primeiro que foi difícil reparar essa perda (felps). A gente já jogava em um estilo há um ano e teve que mudar. A gente foi tendo mudanças, os resultados foram piorando. E aí a gente começou a ter problemas de confiança e muitas outras coisas que influenciaram no ano que com certeza não foi bom", comenta boltz.

Foto: MIBR / Reprodução

O jogador ainda comenta que a adaptação da expectativa dos torcedores e da própria comissão técnica é o principal fator que está diferente nesta nova fase do MIBR. A equipe chegou ao seu ponto mais baixo em outubro, quando não conseguiu a vaga para o PGL Major 2021, o principal torneio da modalidade. Dessa forma, eles foram obrigados a resetar e já se preparar para a temporada seguinte. Segundo boltz, houve uma mudança nas expectativas de todos os envolvidos, incluindo a torcida apaixonada.

"O principal tem sido até um pouco fora do jogo. Uma coisa que impactou bastante o nosso ano foram as redes sociais, a gente se deixou levar muito pelo hate que a gente sofreu e tudo mais. E com esses jogadores novos os torcedores estão com muito mais paciência. Pessoal entendeu que é um recomeço uma reformulação. Pessoal sabe que vai começar do zero, que vai ter uma evolução e que vai indo aos poucos. Não é do dia para a noite que as coisas vão acontecer", pontua o jogador.

Foto: Instagram / Reprodução

Sobre o 2022 do MIBR, boltz comenta que a palavra do momento para todos os envolvidos é tranquilidade, ao contrário de 2021. A organização não quer pular etapas e pensa em seguir um caminho natural de evolução.

"Esse é o pensamento do time, da organização e da comissão técnica. A gente tá tranquilo, fazendo um trabalho tranquilo, sem se preocupar muito e só pensando em evoluir o nosso jogo. Já no início de 2021, a gente já veio com uma preocupação de jogar os campeonatos tier 1".

Nova fase na carreira e futuro do CS:GO

Até o Major de 2021, quando André "drop" Abreu estreou pela FURIA, boltz era o jogador brasileiro mais novo a participar de um Major de Counter-Strike: Global Offensive. Dessa forma, ainda que esteja com apenas 24 anos, ele já é uma referência em termos de experiência e rodagem e conta um pouco sobre isso.

"Vou ficando mais velho, criando mais experiência. Antigamente eu era o mais novo, sempre aprendendo ali com o pessoal. Hoje em dia eu tento repassar um pouco dessa experiência, que eu aprendi com muitos grandes jogadores que joguei, para estes novos que vão surgindo né. Agora eu tento fazer o que fizeram comigo no passado" conta o pro-player.

 

 

Em um momento que o CS:GO nacional passa por questionamentos sobre onde está o futuro do país na modalidade e discussões sobre o "Last Dance", boltz pontua que uma mescla de experiência com juventude pode trazer sucesso. Entretanto, o jogador defende que os mais experientes devem ser respeitados, por conhecerem o caminho do sucesso.

"Eu acho que pode ser uma mistura. A GODSENT por exemplo, acabou misturando jovens talentos com um pouco mais de experiência. Mas eu também não descarto né, grandes jogadores já trilharam o caminho antigamente. Eles sabem como foi feito, eles sabem o que eles fizeram para ter ganhado no passado. Se já conquistou uma vez, pelo menos já sabe o caminho. Fica um pouco mais fácil", comenta boltz.

 

 

Sobre o seu futuro, o jogador compartilhou expectativas reais do que os fãs podem esperar para o ano que vem:

"2021 foi um ano de muito aprendizado. Esse final de ano estava muito cansado, então eu estou resetando tudo. 2022 pode ser um grande ano para a minha carreira. Eu ainda sou novo, mas já passei por muita coisa no CS. Eu acho que estou na idade ideal para apresentar o meu auge em 2022", disse o jogador do MIBR.

Fonte: Game On
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