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Como Dying Light se tornou um dos maiores jogos de zumbi

Jogo ganha edição com todo conteúdo extra já lançado e prepara terreno para chegada da continuação

6 jul 2021 09h37
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Dying Light
Dying Light
Foto: Techland / Divulgação

Lançado originalmente em 2015 pela produtora Techland, Dying Light se destacou rapidamente dentro do gênero de games de zumbi, um segmento cheio de títulos bastante similares, em que o jogador precisa lutar, geralmente em condições desiguais, contra hordas de inimigos lentos e incansáveis.

Dying Light se diferencia da concorrência por trocar os cenários rurais ou os ambientes fechados comuns entre os jogos de zumbis, por Harran, uma grande cidade aberta e cheia de edifícios para explorar. O deslocamento vertical é uma parte central em sua mecânica, tão importante para progredir no jogo quanto as criativas armas que o jogador vai criando para abater as hordas de mortos-vivos - ou pelo menos, para abrir caminho entre elas até a rota de fuga mais próxima.

Outro grande destaque do jogo é o ciclo de dia e noite, que muda completamente a forma como o jogador lida com o ambiente ao seu redor: de dia, é relativamente tranquilo explorar as ruas da cidade, coletar recursos e plantar armadilhas para os zumbis, que vagam de forma letárgica. Eles são muitos e podem sobrepujar um jogador descuidado, mas em geral, são fáceis de evitar. Ao cair da noite, os mortos-vivos realmente perigosos saem para caçar e o jogador, que até aqui era o "predador" correndo pelos telhados, rapidamente vira a presa para monstros ágeis, fortes e mortais. Atravessar as quebradas de Dying Light durante a noite não é para os fracos de coração.

Dying Light
Dying Light
Foto: Techland / Divulgação

O jogo herda muita coisa de Dead Island, principalmente os sistemas de combate corpo a corpo e de criação de itens, mas faz muito melhor em todo o resto, principalmente na narrativa, com uma história bem amarrada e capaz de manter o jogador interessado no que está acontecendo naquela cidade arruinada. A ação cooperativa é outro componente que garante boas horas de diversão, mas se esse era o forte de Dead Island, em Dying Light a Techland se certificou de fazer uma aventura que pode ser jogada do começo ao fim por um só jogador - e sem ficar chata ou repetitiva, pois as decisões que o jogador precisa tomar no momento a momento do jogo tornam cada busca pelas ruas da Harran uma aventura única.

Expansões: PvP, hordas e veículos

Dying Light: The Following
Dying Light: The Following
Foto: Techland / Divulgação

Com o passar dos anos, a Techland foi expandindo a aventura, acrescentando regularmente novos conteúdos, que vão de trajes para personalizar o personagem do jogador (e que fazem mais sentido nas partidas cooperativas, já que a visão é toda em primeira pessoa) até novos modos de jogo, como um modo Horda e partidas versus, com o modo Be the Zombie. O grande destaque foi a expansão The Following, que levou a trama para além das ruas de Haran, apresentando não só uma grande nova região ao redor da cidade, mas também introduzindo veículos - que assim como as armas improvisadas, tem um aspecto meio "Mad Max", ideal para atropelar zumbis - e com os adereços do pacote Raiders of Harran, isso fica ainda mais evidente.

Há até mesmo alguns modos de jogo que mudam bastante a experiência, como por exemplo, o cooperativo Hellraid: os jogadores encontram um gabinete de fliperama na base dos sobreviventes em Harran e ao jogar, são transportados para uma aventura com temática medieval, em que é preciso atravessar vários níveis enfrentando não só os mortos-vivos de praxe, mas também lidando com feitiçarias sombrias. Não é uma aventura super complexa nem tão grande quanto The Following, mas mais uma boa opção para quem quer aproveitar o jogo ao máximo e ainda dar uma variada na jogatina.

Platinum Edition

A sequência Dying Light 2: Stay Human promete ser um dos grandes jogos de 2021. Ambientado anos depois dos acontecimentos do game original, o jogo vai se passar em uma grande metrópole arruinada e colocará o jogador para lidar não só com mortos-vivos e outros monstros, mas também com as várias facções de sobreviventes. Suas escolhas terão impacto tanto na história quanto no cenário, modificando partes da cidade conforme opta por uma decisão ou outra.

Dying Light 2 chega no final do ano, em 7 de dezembro, e para quem quer se preparar para explorar o apocalipse zumbi da Techland mas não jogou o primeiro jogo, a melhor oportunidade é agora, com a Dying Light: Platinum Edition, um pacotaço que inclui o game original e todo o conteúdo extra já lançado. Confira tudo o que vem nessa edição:

  • Dying Light (jogo base)
  • The Following
  • Cuisine and Cargo
  • Modo Bozak Horde
  • Modo Be The Zombie
  • Modo Hellraid
  • 5th Anniversary Bundle
  • Classified Operation Bundle
  • Crash Test Skin Pack
  • Godfather Bundle
  • Gun Psycho Bundle
  • Harran Inmate Bundle
  • Harran Tactical Unit Bundle
  • Rais Elite Bundle
  • Harran Ranger Bundle
  • Retro Wave Bundle
  • Shu Warrior Bundle
  • Ultimate Survivor Bundle
  • Viking: Raiders of Harran Bundle
  • Vintage Gunslinger Bundle
  • Voltaire Hunter Bundle
  • Volkan Combat Armor Bundle
  • White Death Bundle

Só faltou mesmo um upgrade para os consoles de nova geração PlayStation 5 e Xbox Series X/S, mas com a Techland focada em finalizar Dying Light 2, é pouco provável que isso aconteça. Ainda assim, o jogo envelheceu muito bem e oferece dezenas de horas de diversão para os jogadores que ousarem encarar as ruas infestadas de mortos-vivos de Harran.

Dublado e legendado em português, Dying Light: Platinum Edition está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One.

Fonte: Game On
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