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Fading Echo aposta no estilo das aventuras clássicas

Uma jornada criativa que acerta principalmente quando deixa o jogador explorar

12 ago 2026 - 12h42
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Fading Echo aposta no estilo das aventuras clássicas
Fading Echo aposta no estilo das aventuras clássicas
Foto: Reprodução / New Tales

Existe algo bastante interessante em jogos que tentam recuperar aquela fórmula de aventuras que ficou tão popular na época do PlayStation 2. Fading Echo segue justamente esse caminho, colocando One em uma jornada que mistura exploração, plataforma, quebra-cabeças e combate, enquanto brinca com diferentes ideias ao longo da história.

Só que a experiência não depende apenas dessa nostalgia para funcionar. Cenas inspiradas em histórias em quadrinhos, uma direção de arte bastante colorida e os poderes de One dão uma identidade própria ao jogo. Durante a jornada, algumas dessas escolhas funcionam muito bem, enquanto outras acabam mostrando que ainda faltou um pouco mais de cuidado em certas partes.

Uma aventura que brinca com a realidade 

Em Fading Echo, acompanhamos a jornada de One, uma jovem guerreira que vive em uma ilha flutuante conhecida como Corel. Junto com sua mãe, a ilha onde elas vivem se encontra em um ponto onde tudo que elas conhecem pode acabar por conta de um evento conhecido como Corrupção do Paradoxo. 

One, que de um momento para o outro recebe a habilidade de se transformar em uma bola de água, pode parecer indefesa de um certo ponto de vista, mas apenas ela é capaz de salvar o mundo que conhece dessa ameaça.

A trama em si é bastante interessante, pois mistura a questão do multiverso e brinca bastante com a questão do paradoxo, bem ao estilo de Spider-Verse. Isso mostra como essas mudanças são perigosas para aquele mundo, ainda mais que as realidades que vemos ao longo do título são versões deturpadas dos locais que ela conhece, tudo isso com um humor bem ácido. One e outros personagens secundários, como Bob, Vellum e o próprio vilão, que é bem caricato, mas no sentido bom, roubam a cena quando ganham seu tempo de tela e são mais aprofundados na história.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Um ponto muito bom em Fading Echo são suas cenas. Elas replicam fielmente uma mistura de história em quadrinhos, com balões de fala e enquadramentos que parecem ter saído direto dos gibis. Fora dessas cenas, também é preciso elogiar o trabalho de dublagem para o nosso país, onde Carol Valença, conhecida por ser a voz da Freja em Overwatch e do Luffy em One Piece, assume o papel da One com um trabalho realmente excelente. O elenco de dublagem do jogo também conta com outras vozes bem conhecidas, como Adriana Torres, Reginaldo Primo e Guilherme Briggs.

O combate de Fading Echo acaba sendo seu ponto mais interessante e, ao mesmo tempo, o mais inconsistente. Ser possível usar os elementos ao nosso redor, como água, fogo e até mesmo ácido, para infligir diferentes tipos de dano nos inimigos, bem ao estilo de Splatoon, já que vamos pintando o chão em volta deles para causar isso, é até divertido. É preciso ficar atento para causar algum status no adversário, como solidificar, e assim evitar que as batalhas se tornem monótonas.

É justamente o combate corpo a corpo que acaba ficando bem aquém do restante das qualidades que o título possui. One não tem muita variedade de golpes com seu cajado, e a sensação de estarmos batendo nos inimigos é muito abaixo do esperado, como se estivéssemos batendo contra uma parede. Dá para entender que, por ser uma desenvolvedora pequena, não é possível entregar tudo perfeito, mas ainda assim faltou um pouco mais de capricho em algo que faz parte do coração do jogo.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Por um lado, o que o combate acaba pecando e tornando o título mais do mesmo, a exploração é onde ele brilha de verdade. Ele passa todo o sentimento que vários títulos de PlayStation 2 entregavam, com aquela clássica exploração que mistura partes de plataforma e quebra-cabeças ao mesmo tempo, tudo isso usando a capacidade da One de absorver os elementos para resolver os problemas que aparecem pelo caminho.

Cada um desses locais por onde passamos ao longo da jornada é bem único visualmente, com tons de cores bem exagerados para brincar justamente com essa questão do multiverso e do paradoxo. Esses locais muitas vezes também contam com inimigos novos, e bate aquela questão de descobrir rapidamente como lutar contra eles. O único porém dessa parte da exploração é como é fácil se perder neles, já que o título não pega exatamente na nossa mão para levar até os locais necessários para concluir a fase.

Por fim, em questão de desempenho, o título não apresentou nenhum tipo de problema, nem mesmo durante as trocas de realidade. Uma bolha se forma em nossa volta para realizar essas transições do local onde estamos para onde fica a próxima missão, mas achei esse tipo de troca até rápido, ainda mais considerando que o título é feito por uma desenvolvedora pequena.

Considerações

Fading Echo - Nota 8
Fading Echo - Nota 8
Foto: Divulgação / Game On

Fading Echo é uma aventura que consegue encontrar seus melhores momentos quando deixa o jogador explorar seus cenários e descobrir como avançar usando os poderes de One. A mistura de plataforma com quebra-cabeças funciona bem, enquanto a direção de arte e as cenas inspiradas nos quadrinhos ajudam a criar uma identidade que vai além da nostalgia dos clássicos de PlayStation 2.

O combate acaba sendo o ponto mais irregular. A utilização dos elementos traz possibilidades interessantes para as batalhas, porém o corpo a corpo não possui a mesma qualidade e variedade. Ainda assim, o conjunto funciona bem o suficiente para entregar uma aventura divertida e com boas ideias.

Fading Echo está disponível para PC. O jogo também ganhará versões para PlayStation 5, Switch 2 e Xbox Series, que estão previstas para sair ainda em 2026.

Esta análise foi feita no PC, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela New Tales.

Fonte: Game On
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