Script = https://s1.trrsf.com/update-1785845726/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Secret of Mana nasceu para desafiar a fórmula de Final Fantasy

O clássico do Super Nintendo surgiu da vontade de reinventar a fórmula que a própria Square havia popularizado

7 ago 2026 - 09h15
Compartilhar
Exibir comentários
Secret of Mana nasceu para desafiar a fórmula de Final Fantasy
Secret of Mana nasceu para desafiar a fórmula de Final Fantasy
Foto: Reprodução/Square Enix

No início dos anos 1990, a Square (hoje Square Enix) vivia uma de suas fases mais criativas. Com o estrondoso sucesso dos primeiros títulos de Final Fantasy, a franquia havia se consolidado como o padrão ouro dos RPGs japoneses no Super Nintendo. No entanto, nos bastidores da desenvolvedora, parte do time de produção começava a se incomodar com a própria fórmula que haviam ajudado a consagrar.

Essa inquietação criativa — uma verdadeira autocrítica ao modelo engessado dos RPGs japoneses da época — foi a faísca que deu origem a Secret of Mana (Seiken Densetsu 2, no Japão), um dos maiores clássicos da era 16 bits.

Uma crítica ao ritmo dos RPGs da época

Anos depois do lançamento, membros da equipe de desenvolvimento explicaram que a série (que começou com Final Fantasy Adventure, ou Seiken Densetsu, no Game Boy em 1991) surgiu da vontade de romper com o modelo que a própria Square havia ajudado a consolidar.

Embora Final Fantasy fosse um enorme sucesso, seus combates por turnos interrompiam constantemente a exploração. A cada encontro aleatório, a aventura era pausada para dar lugar a uma batalha em uma tela separada.

Para alguns desenvolvedores, essa estrutura já parecia engessada. A ideia era criar um RPG em que o jogador permanecesse imerso no mundo o tempo todo, sem interrupções e com um combate muito mais fluido.

Essa visão acabaria moldando praticamente todos os aspectos de Secret of Mana.

Um RPG onde a ação nunca parava

Lançado em 1993 para o Super Nintendo, Secret of Mana eliminava as tradicionais transições para as batalhas. Os inimigos apareciam diretamente nos cenários, permitindo que o jogador escolhesse quando lutar ou até mesmo evitasse determinados confrontos.

Em vez dos comandos por turnos, cada personagem atacava em tempo real utilizando uma barra de energia que precisava ser recarregada após cada golpe. O sistema parecia simples, mas adicionava estratégia ao combate, já que atacar repetidamente causava menos dano do que esperar o momento certo para desferir um golpe carregado.

Foi ali que também nasceu o famoso Ring Command (o menu em anel), um sistema inovador que permitia ao jogador pausar a ação momentaneamente para selecionar magias, itens e equipar armas sem perder o fluxo da aventura. 

Era uma experiência completamente diferente daquela oferecida por Final Fantasy.

Foto: Reprodução

Outra grande inovação foi o modo cooperativo para até três pessoas. Assim que os outros protagonistas entravam para o grupo, dois amigos podiam participar da aventura utilizando multitaps, algo extremamente raro entre os RPGs da época.

Enquanto a maioria dos jogos do gênero era essencialmente solitária, Secret of Mana incentivava a exploração em grupo, transformando batalhas contra chefes e a resolução de desafios em experiências compartilhadas.

Essa característica ajudou a tornar o jogo ainda mais memorável para uma geração inteira de jogadores.

Um projeto muito mais ambicioso

Pouca gente sabe, mas Secret of Mana nasceu como um projeto ainda mais grandioso. Originalmente, o jogo estava sendo desenvolvido para o acessório SNES CD, fruto da parceria entre Nintendo e Sony. O novo hardware permitiria armazenar muito mais conteúdo, incluindo animações, músicas de alta qualidade e um mundo ainda maior.

Quando a parceria entre as duas empresas foi encerrada, a equipe precisou adaptar todo o projeto para um cartucho convencional.

Boa parte do conteúdo planejado acabou sendo cortada para que o jogo coubesse na memória disponível, motivo pelo qual alguns acontecimentos da reta final parecem ocorrer de maneira bastante acelerada. Mesmo assim, o resultado final impressionou jogadores do mundo inteiro.

O legado de Secret of Mana atravessou gerações. O clássico voltou a ficar disponível no Virtual Console do Wii e do Wii U, ganhou adaptações para dispositivos móveis, foi incluído na coletânea Collection of Mana para Nintendo Switch e recebeu um remake em 3D (que não agradou a todo mundo) em 2018 para PlayStation 4, PS Vita e PC.

Um clássico que influenciou uma geração

Secret of Mana vendeu milhões de cópias e se tornou um dos RPGs mais lembrados do Super Nintendo. Seu sistema de combate em tempo real inspirou diversos títulos lançados nos anos seguintes e mostrou que havia espaço para experiências mais dinâmicas dentro do gênero.

A própria Square continuou explorando essa filosofia em outros projetos, enquanto diferentes estúdios passaram a experimentar mecânicas semelhantes em suas franquias.

Embora Final Fantasy tenha continuado apostando nos combates por turnos durante muitos anos, Secret of Mana provou que existiam outros caminhos igualmente interessantes para contar grandes aventuras.

O que começou como uma inquietação e uma crítica aberta aos vícios de Final Fantasy acabou expandindo os horizontes da própria Square e moldando as bases do que hoje conhecemos como os RPGs de ação.

Fonte: Game On
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra