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Medalhistas veem queda nos salários do vôlei brasileiro

25 out 2016
10h00
atualizado às 10h43
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A temporada 2016/17 da Superliga terá uma edição repleta de campeões olímpicos. No feminino, uma das representantes é Mari Steinbrecher, medalhista de ouro em 2008. Em setembro deste ano a oposta acertou sua chegada ao Vôlei Bauru, depois de atuar na Indonésia. Aos 33 anos, Mari criticou o baixo salário que as atletas recebem no vôlei brasileiro, mesmo após o bicampeonato olímpico (2008 e 2012).

Mari, medalha de ouro com a Seleção Brasileira em Pequim, vai jogar pelo Vôlei Bauru depois de uma temporada na Indonésia
Mari, medalha de ouro com a Seleção Brasileira em Pequim, vai jogar pelo Vôlei Bauru depois de uma temporada na Indonésia
Foto: Divulgação/CBV

"O nível dos salários caiu muito durante a Olimpíada, era para ser o contrário, mas caiu para todo mundo. A crise chegou pesado no esporte, pois o patrocinador depende da grana. Estamos em uma situação que vivíamos há muitos anos, o que não acontecia mais. O quanto mais rápido o Brasil sair da crise, o esporte vai ser muito grato, porque o salário diminuiu demais", avaliou a oposta em evento de inauguração da Superliga, em São Paulo.

A oposta ainda afirmou que o motivo que o levou a retornar ao Brasil foi familiar, e que as opções na Europa são mais seguras financeiramente.

"Valeria mais a pena jogar fora ganhando em dólar ou em euro. A minha opção de ficar no Brasil foi para ficar perto da minha família, pois meu pai faleceu e eu precisava ficar com eles. Mas, financeiramente falando, no Brasil não vale a pena ficar", acrescentou.

Campeão olímpico com o Brasil no Rio 2016, o levantador William também comentou sobre o salário no país e se mostrou favorável às críticas de Mari.

"Esse ano algumas coisas pesaram, jogar uma Olimpíada em casa, muita gente quis voltar. A crise pegou todos, ninguém esperava. Não estou reclamando, mas o vôlei merecia um pouco mais de valor para nós atletas. Pelo nível dos atletas, poderia estar um pouco melhor", afirmou em entrevista à Gazeta Esportiva.

Eleito o melhor jogador do Mundial de vôlei, vencido pelo Cruzeiro no último final de semana, William revelou que chegou a receber propostas de clubes europeus, mas preferiu ficar perto de sua família.

"Eu tive algumas propostas para sair, mas com família, ir para um lugar onde o clima está meio tenso não é muito interessante… tem vários fatores. Mas acho importante estarmos aqui, isso pode ajudar para que ano que vem seja melhor", salientou William.

* Especial para a Gazeta Esportiva

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