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Vôlei

Prestes a completar 36 anos, Nalbert anuncia aposentadoria

25 fev 2010 - 13h49
(atualizado às 16h09)
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Sofrendo com as limitações físicas e sem motivação, Nalbert, 36 anos, anunciou nesta quinta-feira o encerramento da carreira de atleta, período no qual conquistou os principais títulos do voleibol mundial e ostentou a faixa de capitão da seleção brasileira durante sete anos.

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Nalbert é o único jogador brasileiro campeão mundial nas três categorias do vôlei indoor - infanto-juvenil (1991), juvenil (1993) e adulta (2002) - e encerra uma carreira de 19 anos. A última vez em que ele atuou foi no último dia 28 de novembro, quando caiu na fase eliminatória da etapa de Salvador do Circuito Brasileiro de vôlei de praia. Na ocasião, ele desfez a dupla com Franco, seu último parceiro nas areias, onde jogou a partir de 2005.

"Queria ser lembrado como um lutador, que tentou honrar todas as camisas que vestiu, principalmente a do Brasil. E também como um cara honesto, pois foram essas coisas que me fizeram ser o capitão da seleção brasileira durante tantos anos", disse o jogador.

Não vai ser difícil para Nalbert ser lembrado como um lutador. Na verdade, o adjetivo já é associado ao carioca desde as Olimpíadas de Atenas, em 2004, quando ele se recuperou de forma impressionante de uma grave contusão no ombro, meses antes da disputa.

Anos antes, no começo da carreira, Nalbert havia passado por momento semelhante: logo na primeira convocação para a seleção brasileira infanto-juvenil, o jogador fraturou o pé, a dois meses do início do Mundial da categoria. Se não tivesse se recuperado, poderia ter perdido a grande chance que impulsionou sua carreira.

Os problemas físicos, aliás, foram uma constante na carreira do jogador. "Sempre tive que jogar no meu limite físico e isso muitas vezes se refletiu em contusões que me prejudicaram", avaliou Nalbert, que perdeu o Pan-Americano de 2007 por conta de outra contusão.

Às vésperas de completar 36 anos, ele sentiu que o corpo correspondia cada vez menos. "Isso pesou muito. Faz dois ou três anos que eu tenho sofrido bastante, sem conseguir ter uma sequência de alto nível. Também não vejo um grande desafio pela frente, não vislumbro nenhuma motivação como atleta. Saber parar também é uma qualidade", afirmou.

Nalbert não esconde o desejo de se tornar dirigente, mas por enquanto tem se dedicado mesmo ao restaurante que possui no Leblon. "Já estou partipando do dia a dia dos meus negócios", contou o jogador, satisfeito com o que fez no vôlei. "De todas as metas que eu coloquei, consegui uns 90%", comemora.

Somente no vôlei praia é que o sucesso não veio, visto que a meta de competir em uma Olimpíada jamais se concretizou. "Hoje em dia há uma enorme competitividade e o vôlei e o vôlei de praia são dois esportes muito diferentes. Para ser top na praia, tem que começar lá e na quadra tem que começar na quadra. A transição é muito difícil. Além disto, eu contava em ter um parceiro com muitos pontos no ranking para 'cortar caminho' na tentativa de disputar grandes competições, mas nunca tive esta chance", disse.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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