Alan vê recuperação como "período de aprendizado" e mira evolução
O oposto Alan atravessa um momento de retomada gradual na temporada europeia após passar por um longo processo de reabilitação. Defendendo o Belchatow, da Polônia, o atacante já voltou a saltar e a participar das atividades em quadra, mas reconhece que ainda não atingiu sua condição física ideal.
Mesmo assim, o brasileiro demonstra confiança de que chegará ao melhor nível nos momentos decisivos da temporada.
- Estou me sentindo muito bem. Voltei a saltar há cerca de um mês, mas ainda com limitações, então não estou 100%. Acredito, porém, que nos jogos mais importantes estarei na minha melhor forma.
Ciente do tempo necessário para readquirir ritmo e regularidade, o jogador avalia sua forma atual com cautela. Alan lembra que, enquanto os demais atletas da liga mantiveram uma sequência normal de jogos e treinos, ele retornou às atividades há pouco mais de um mês.
- Depois de três meses parado, sei que preciso de um pouco de tempo para voltar à minha melhor forma. Todos os outros jogadores da liga vêm treinando e jogando há meses, e eu voltei aos treinos há apenas um mês. Sei que preciso melhorar muito para conseguir ajudar a equipe - explicou.
Durante o período afastado das quadras, Alan precisou lidar não apenas com as exigências físicas da recuperação, mas também com o impacto emocional de ficar fora do dia a dia do grupo. Para o brasileiro, o aspecto mental foi o mais desafiador de todo o processo.
- Sem dúvida, a parte mental foi a mais difícil. Houve dias em que eu me sentia muito bem, não sentia dor nenhuma, mas mesmo assim não podia treinar com a equipe. Todos os dias eu assistia aos treinos, via todo mundo se dedicando ao máximo, e eu não podia contribuir em nada - disse o oposto.
ADAPTAÇÃO
O período de recuperação também representou uma mudança importante na rotina de preparação do atleta. Alan revelou que precisou adaptar seus treinos e passou a realizar exercícios que não faziam parte de sua carreira até então, especialmente voltados à região do tornozelo.
- No início da recuperação, eu não podia fazer muitos exercícios típicos do voleibol, então tivemos que modificar bastante coisa. Durante a fisioterapia, precisei fazer muitos exercícios para o tornozelo que nunca tinha feito antes na minha carreira. Foi um período de testar coisas novas, mas também de aprendizado.
Em relação aos objetivos na temporada, o atleta reforça que o foco principal está no desempenho coletivo, embora reconheça que sua evolução individual pode ter impacto direto no potencial da equipe ao longo da competição.
- O mais importante é sempre o melhor resultado para o clube, mas, se eu não contribuir, sei que fica mais difícil para o time atingir todo o seu potencial. Essas duas coisas caminham juntas. Acredito que, conforme eu evoluo, a equipe tem mais chances de sucesso - analisou o jogador.
Com passagens por diferentes ligas e culturas do voleibol mundial, Alan aponta o Brasil como base de sua formação, mas destaca o Campeonato Polonês, a Plusliga, como um ambiente que exige alto nível de concentração e regularidade em todas as partidas.
- A Superliga brasileira me formou como jogador e, para mim, o lugar mais importante sempre será casa. Já a Plusliga tem algo especial: todas as equipes são muito competitivas. Isso me ajudou a ser mais regular e a entender melhor o meu jogo. Mentalmente, preciso estar motivado e concentrado em todos os jogos, e isso me faz evoluir como atleta - finalizou.