Comissão se reúne para concluir investigação sobre venda da SAF do Vasco
Estatuto do clube prevê penas como advertência, suspensão de seis meses, eliminação ou desligamento
A comissão de inquérito do Conselho Deliberativo do Vasco vai se reunir nesta quarta-feira (17) para concluir as investigações sobre a venda da SAF para a 777 Partners. Instaurado em junho de 2024, o processo indiciou 21 membros da antiga diretoria. Dessa forma, eles podem receber advertência, suspensão de seis meses, eliminação ou desligamento, segundo o estatuto do clube.
Entre os nomes indiciados está o ex-presidente Jorge Salgado. Os acusados tiveram 15 dias úteis a partir da citação para apresentar suas defesas antes da elaboração do relatório final. A comissão, portanto, vai submeter as conclusões ao presidente do Conselho Deliberativo, João Riche, que decidirá os próximos passos.
Entre as principais acusações citadas no documento, está o pagamento de R$ 775.833,34 a uma empresa de Blumenau. Não há indícios de prestação de serviço ao clube. Além disso, há o depoimento de um ex-funcionário que afirma que o valor da dívida de mais de R$ 200 milhões do clube associativo foi forjado no balanço patrimonial apresentado antes da constituição da SAF.
Os membros da antiga diretoria indiciados são: Jorge Salgado (presidente), Carlos Roberto Osório (1º VP Geral), Roberto Duque Estrada (2º VP Geral), Adriano Mendes (VP de Finanças), Zeca Bulhões (VP Jurídico) e Horácio Junior (VP de História e Responsabilidade Social). Luiz Mello, ex-CEO do Vasco e SAF, por sua vez, não faz parte do quadro societário. Dessa forma, foge da competência da comissão.
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