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Uefa deve retirar ameaça de boicote à Fifa; Itália retira apoio a Infantino

26 ago 2026 - 09h53
(atualizado às 15h21)
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Resumo
A Uefa deve suspender a ameaça de boicote aos torneios da Fifa após receber garantias de que a venda de participações na Copa do Mundo foi descartada. Com o recuo, a Copa do Mundo Feminina Sub-20 contará com todas as seleções. Paralelamente, a Federação Italiana retirou o apoio à reeleição de Gianni Infantino, que enfrenta crescente pressão da Uefa, Concacaf e da Confederação Asiática para renunciar, sob críticas à sua governança e exigências por reformas no futebol mundial.

A Uefa deve retirar sua ameaça de boicotar os torneios da ‌Fifa após receber garantias de que os planos de vender participações na Copa do Mundo e em outras competições importantes não serão retomados, informaram fontes a par das discussões à Reuters nesta quarta-feira, enquanto a Itália retirava seu apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.

A Itália tornou-se a mais recente federação nacional de futebol a se distanciar de Infantino, enquanto o presidente da European ⁠Leagues, entidade que representa ligas europeias masculinas e femininas, Claudius Schaefer, disse ao The Athletic que ‌Infantino não tem futuro na Fifa e que o órgão que rege o futebol mundial precisa de reformas.

A retirada da ameaça de boicote pela Uefa vem depois da decisão da Fifa, em ‌julho, de abandonar uma proposta que gerou oposição das 55 ‌federações que integram a Uefa, que concordaram em boicotar as competições da Fifa depois ⁠que detalhes do plano vieram à tona no mês passado.

Um porta-voz da Fifa afirmou que todas as seleções classificadas participarão da Copa do Mundo Feminina Sub-20, que acontecerá no próximo mês na Polônia — o primeiro grande torneio que poderia ter sido afetado pelo impasse.

"A Fifa está satisfeita com o fato de que todas as seleções classificadas participarão da próxima Copa do Mundo Feminina Sub-20 da ‌Fifa", disse o porta-voz à Reuters.

"A Fifa acredita firmemente que o futebol tem o poder de unir, ‌mesmo em circunstâncias desafiadoras, e ⁠está ansiosa para receber ⁠todas as seleções e jogadoras na Polônia."

"Continuamos comprometidos em buscar formas de apoiar ainda mais o desenvolvimento global ⁠do esporte, por meio de nossas competições, do programa ‌Fifa Forward e de nossas diversas ‌outras iniciativas, em pleno diálogo com as Confederações e as partes interessadas."

Espera-se que os dirigentes da Uefa informem ao comitê executivo da entidade e aos presidentes da maioria de suas federações-membro, em uma reunião em Mônaco na quinta-feira, que as condições para o fim do ⁠boicote foram atendidas, segundo as fontes.

A Uefa buscou tanto a retirada da proposta quanto garantias de que planos semelhantes não seriam novamente levados adiante.

"Não se trata de uma derrota da Uefa, mas sim da realidade de evitar prejudicar a oportunidade única na vida dos jovens atletas. As ações e a insistência em mudanças continuarão", disse à ‌Reuters uma fonte a par das discussões.

ITÁLIA RETIRA APOIO

A Federação Italiana de Futebol (FIGC) retirou seu apoio à candidatura de Infantino na eleição para a presidência da Fifa, marcada para março do ⁠próximo ano.

"Esta decisão tem como objetivo expressar de forma clara e transparente a posição da FIGC — em total acordo com a Uefa e seu presidente, Aleksander Ceferin — em relação às recentes iniciativas promovidas pelo presidente da Fifa sobre a governança e o desenvolvimento de competições internacionais", afirmou a FIGC em comunicado.

A pressão sobre Infantino continua aumentando.

Ele está sob pressão de três confederações para que renuncie, incluindo a Uefa, a Confederação Asiática de Futebol e a Concacaf, que representa a América do Norte, a América Central e o Caribe.

Os órgãos regionais discutiram uma possível moção de censura contra Infantino, que planeja concorrer à reeleição para um quarto mandato no ano que vem e provavelmente enfrentará forte oposição.

Infantino, que mantém o apoio das confederações africana e sul-americana, tem procurado contornar as confederações e apelar diretamente às federações nacionais.

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