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Uefa abandona ameaça de boicote à Fifa, mas eleva pressão sobre entidade

Órgão mundial confirmou que deixou de lado controverso projeto

27 ago 2026 - 15h20
(atualizado às 15h31)
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Resumo
A Uefa cancelou a ameaça de boicote às competições da Fifa após o recuo definitivo no projeto de venda de direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados. Apesar disso, a entidade europeia intensificou a pressão pela saída do presidente Gianni Infantino, acusando-o de abuso de poder. Em decisão unânime, a federação afirmou que buscará reformas institucionais e apoiará uma candidatura de oposição na próxima eleição presidencial da Fifa.

A Uefa revelou nesta quinta-feira (27) ter abandonado os planos de boicotar os torneios organizados pela Fifa, mas manteve firme a pressão pela saída de Gianni Infantino, presidente da entidade máxima do futebol mundial.

Órgão mundial confirmou que deixou de lado controverso projeto
Órgão mundial confirmou que deixou de lado controverso projeto
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A decisão da associação europeia foi tomada após uma reunião em Mônaco com as federações que integram a Uefa, realizada paralelamente ao sorteio dos confrontos da fase de liga da Champions League.

"A Fifa confirmou que o projeto Fifa Forward Enterprise foi retirado 'de maneira irrevogável e definitiva' e que 'não voltará a surgir sob nenhuma outra forma, estrutura, denominação ou aparência'. A Uefa aceitou, portanto, suspender, em caráter provisório, a retirada das equipes europeias das competições da Fifa para a próxima temporada", explicou a confederação em comunicado.

A queda de braço entre Uefa e Fifa começou após o dirigente ítalo-suíço revelar um projeto que permitiria a venda de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados. Na visão dos europeus, o plano revelou "uma profunda falta de discernimento, um abuso de poder presidencial e uma concepção de liderança incompatível com os deveres do cargo mais alto do futebol mundial".

Os participantes da cúpula em Mônaco deram um mandato unânime ao presidente e aos órgãos diretivos da Uefa para "buscar todas as vias institucionais, políticas e jurídicas necessárias para garantir uma reforma fundamental, restaurar limites adequados à autoridade presidencial e assegurar que a Fifa volte a ser governada como uma instituição, em vez de girar em torno de um único indivíduo".

"A confiança necessária para a presidência da Fifa foi destruída e não pode ser restaurada apenas com a retirada de uma proposta ou por meio de garantias e promessas de reformas. Caso o atual presidente concorra a outro mandato, a Uefa se unirá a confederações parceiras para garantir que uma alternativa credível seja oferecida, uma alternativa baseada em integridade, responsabilidade, desenvolvimento e uma mudança institucional genuína", diz a nota. .

Ansa - Brasil
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