Rio Open tem de vaias a Galvão e políticos a Guga idolatrado
Realizado pela segunda vez, torneio ATP 500 contou com diversos elementos brasileiros, como Carnaval e vaias a políticos ou celebridades
Começou no Carnaval e terminou com políticos vaiados. Mais brasileiro que isso, impossível. O Rio Open de 2015 teve de tudo um pouco na última semana. Disputado no Rio de Janeiro, o torneio terminou com Rafael Nadal “destronado” no Brasil e com o espanhol David Ferrer campeão. Ao longo de uma semana, o fã de tênis pode acompanhar um torneio nível ATP 500 no País e não se decepcionou com o nível apresentado. Perdeu algo ao longo dos 7 dias? Relaxa! Contamos o que aconteceu de melhor abaixo:
Iniciou no Carnaval...
O Rio Open começou com muito samba no pé. Como – para transtorno dos organizadores – a data bateu com o Carnaval brasileiro, os tenistas não tiveram escolha a não ser cair na folia. Logo no primeiro desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Nadal e Ferrer, acompanhados de Guga, saíram sambando - ou fingindo sambar – pela Viradouro. Não deram muita sorte: a agremiação foi rebaixada.
Guga idolatrado
Ele é o maior “rockstar” do esporte brasileiro. Gustavo Kuerten, o maior tenista nacional da história e um dos melhores de todos os tempos no saibro, ainda mantém seu reinado, pelo menos no Brasil – também em Paris, onde foi tricampeão de Roland Garros. Presente durante toda a semana no Rio Open, o tenista foi idolatrado de todas as formas possíveis.
Crianças, adolescentes, adultos e idosos se dividiam por um autógrafo ou uma “selfie” com o catarinense. Em quadra, partidas eram interrompidas momentaneamente, entre um saque e outro, para gritos de “olê, Guga” do público. O brasileiro, aposentado em 2008, chegou a arrastar uma multidão para o stand de um de seu patrocinadores. Na final, foi chamado pelo campeão David Ferrer de “rei do saibro” após o italiano Fabio Fognini atribuir a alcunha a Nadal.
Jogo de Nadal madrugada adentro
Nem só de maravilhas viveu o Rio Open. Devido a atraso na programação e jogos longos, o tenista espanhol Rafael Nadal fez uma das quartas de final que entrou madrugada adentro. Na sexta para sábado, a partida acabou apenas às 3h20 (de Brasília) e quase se tornou o jogo de tênis a terminar mais tarde na história do esporte. O espanhol pode ter sido prejudicado, já que no dia seguinte perdeu na semifinal.
“Nenhum jogo deveria terminar a esta hora, é duro para os jogadores e para o público. Vou tentar agora dormir para me recuperar", falou o espanhol após vencer nas quartas.
Celebridades à brasileira e Galvão vaiado
Se o US Open tem Leonardo di Caprio no telão, o Rio Open contou com Murio Benício. Pois é. Assim como no torneio americano, famosos brasileiros prestigiaram a competição e foram agraciados com o rosto no telão durante os jogos. Só na final, por exemplo, apareceram o nadador Cesar Cielo, o ex-judoca Flávio Canto, o jogador de vôlei de praia Emanuel, a ex-líbero Fabi e a tenista Teliana Pereira.
Artistas também estiveram lá. O músico Toni Belotto e sua mulher, a atriz Malu Madder, foram vistos. A top Izabel Goulart era outra celebridade no local. E quem mais causaria polêmica a não ser Galvão Bueno? O locutor foi flagrado pelas câmeras, mas, assim que seu rosto apareceu no telão, foi intensamente vaiado. O global levou tudo na brincadeira.
Primeira derrota de Nadal no Brasil
Rafale Nadal se sente em casa no Brasil. No País, já havia conquistado o Brasil Open em 2005 e 2013, além do próprio Rio Open, em 2014. Nunca tinha perdido um jogo em território nacional. Mas desta vez foi diferente: perdeu na semifinal, para o italiano Fabio Fognini e viu o tabu ser quebrado.
Cambistas na “bronca” com Rafael Nadal
O Rio Open teve uma presença de público boa, considerada normal para torneios do porte. Quase todas as sessões noturnas, principalmente com Rafael Nadal envolvido, contaram com lotação máxima. A final, entretanto, apresentou alguns lugares vazios. O motivo? Cambistas “morreram” com ingressos na mão para a decisão, que não contou com o astro. Os comerciantes ilegais ficaram na bronca com a eliminação do tenista.
Políticos criticados
Não podia ser diferente. Como todo evento esportivo no Brasil, políticos foram achincalhados no Rio Open. Começou na abertura, quando foram apresentados de forma discreta. Na cerimônia de premiação, entretanto, George Hilton, ministro dos Esportes, e Marco Antônio Cabral, secretário de Esportes do Rio de Janeiro, foram intensamente vaiados pelo público que prestigiou a final.
Brasil, onde os espanhóis fazem a festa
A “armada espanhola”, especialista no saibro, costuma fazer a festa em território brasileiro. No Brasil Open, sete das 15 edições foram vencidas por tenistas do país europeu – o maior campeão é Nicolás Almagro, com três títulos. O Rio Open também segue a mesma toada. David Ferrer renovou o título espanhol, após conquista de Nadal em 2014.
Bia Haddad empolga brasileiros no feminino
Se 2014 contou com Teliana Pereira em bom ritmo, 2015 foi a vez de Bia Haddad. A brasileira fez grande campanha no Rio de Janeiro e parou apenas nas quartas de final, quando abandonou com dores partida contra Sara Errani, que se tornaria mais para frente a campeão do torneio, após ter três match-points. A brasileira chorou bastante. Calma, Bia!