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Nadal revela ter tido crises de ansiedade em 2015

26 nov 2017
20h29
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O ano de 2015 foi complicado para Rafael Nadal. Apesar de ter conquistado três títulos e outros três vice-campeonatos naquele ano, o espanhol sofreu sua segunda derrota da carreira em Roland Garros, para o sérvio Novak Djokovic nas quartas de final, e terminou a temporada sem nenhum título de Masters 1000 ou Grand Slam pela primeira vez desde 2005. Isso sem falar das várias lesões que teve no ano anterior que seguiram atormentando o tenista.

Em entrevista ao site El Mundo , o Toro Miúra revelou ter tido várias crises de ansiedade em decorrência dos problemas físicos que sofreu na época: "Em 2014, encadeei várias lesões e problemas de saúde: a lesão no punho e nas costas se juntou com a cirurgia de apêndice no final da temporada. Tudo isso me fez começar 2015 com muitas dúvidas, que me produziram uma ansiedade até então desconhecida para mim. Mas em todos os momentos, eu mantive a esperança de continuar jogando. A realidade é que estresse interior durou seis ou sete meses. No final de 215 eu já terminei melhor e em 2016 me senti recuperado. Quando eu começava a estar o máximo nível novamente, tive um problema no pulso que me fez não jogar em Roland Garros e, claro, isso prejudica a temporada inteira".

Segundo a publicação, Nadal tinha o coração disparado, não podia controlar sua respiração e essa angústia o impedia de pensar com clareza em quadra. Dois anos depois, o tenista número um do mundo garante que isso ficou para trás, mas atenta para a possibilidade das crises voltarem: "As estranhas sensações de ansiedade que eu sentia em 2015 não voltei a ter. Desapareceram. Podem voltar? É possível".

Mesmo com todos esses fatores, o espanhol decidiu participar os Jogos Olímpicos de 2016, por ser um evento "muito especial" para ele. Foi porta-bandeira da Espanha, conquistou a medalha de ouro nas duplas e disputou o bronze na chave de simples. No entanto, acabou sofrendo nova lesão no punho e precisou abandonar o restante da temporada. Com o período de descanso, Nadal se recuperou e voltou mais forte do que nunca em 2017.

"Eu sabia que podiam ser as últimas Olimpíadas da minha carreira. Nunca de sabe, espero que não. Fiz todo o esforço que pude para estar lá e isso me prejudicou para o final do ano. A partir daí, joguei o Aberto dos Estados Unidos e um pouco mas. Tive que abandonar a temporada para me preparar bem para essa. E quando, finalmente, as lesões desapareceram, pude treinar novamente em novembro e dezembro e começar bem o ano. Se começa bem a temporada, tem mais chances de continuar bem. Por sorte, 217 foi um ano fantástico. Estou feliz", explicou.

Perguntado sobre como se recuperar de fracassos depois de estar acostumado com êxitos, Nadal destacou o trabalho como fator essencial: "Ninguém fracassa se faz todo o possível para ganhar. Fracassa quando não se esforça o suficiente para tentar alcançar seus objetivos. Nunca deixei um jogo ou um treino sem dar tudo de mim".

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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