Em biografia, Nadal diz que pensou em trocar tênis pelo golfe
Em seu pior momento na carreira, o tenista espanhol Rafael Nadal pensou em abandonar o tênis e investir no golfe. Em sua autobiografia Rafa, escrita com John Carlin e que será lançada na terça-feira, o tenista afirma que a ideia passou pela sua cabeça em 2005, quando médicos descobriram uma rara má formação óssea congênita no seu pé direito.
"Inicialmente, o diagnóstico foi como um tiro cabeça. O osso ainda me machuca. Está sob controle, mas não podemos nunca abaixar a guarda", afirmou.
Nadal fala também sobre as suas batalhas dentro de quadra contra o suíço Roger Federer, a quem descreve como "uma abençoada aberração da natureza" pelo seu talento. Ele destaca a final do torneio de Wimbledon de 2008 como uma de suas partidas mais difíceis. Na ocasião, Nadal venceu Federer por 3 sets a 2, parciais de 6/4, 6/4, 6/7 (5-7), 6/7 (8-10) e 9/7.
Fora das quadras, Nadal afirma que seu pior momento foi em 2009, logo após conquistar o Aberto da Austrália, quando seus pais disseram que iriam se separar. "Eu estava depressivo, sem entusiasmo. Minha equipe sabia que eu tinha alguma coisa", afirmou.
Abalado psicologicamente, o tenista tentou defender o título de Roland Garros, mas acabou sofrendo sua única derrota no Grand Slam francês, nas oitavas de final do torneio, para o sueco Robin Soderling.
Após a derrota, Nadal desistiu de defender seu título em Wimbledon. "Meus joelhos foram a razão principal, mas eu sabia que o primeiro motivo era o meu estado mental", disse.
As dificuldades enfrentadas só fortaleceram o controle mental de Nadal, que ele vê como um de seus pontos fortes. "Eu acho que tenho uma capacidade de aceitar as dificuldades e superá-las superior à maioria dos meus rivais", afirmou o tenista.
O maior carrasco de Nadal nesta temporada também é citado no livro. O tenista espanhol vê o atual número um do mundo, Novak Djokovic, como um "oponente formidável", que é "temperamental, mas extremamente talentoso."