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ATP

Dolgopolov crê que vitórias podem levar alegria à Ucrânia em conflito

22 fev 2014 - 20h11
(atualizado às 22h11)
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A concentração para ir cada vez mais longe no Rio Open de tênis não impede que o ucraniano Alexandr Dolgopolov, que neste sábado se classificou para a final do torneio, acompanhe o que está acontecendo em seu país, e ele acredita que suas vitórias podem amenizar um pouco o sofrimento de seus compatriotas.

"(Vencer) É o que eu posso fazer no momento, apoiá-los, deixá-los felizes. Eu vi ontem que a Ucrânia conseguiu uma medalha de ouro em Sochi e todos comemoraram muito porque a situação não está boa e quando acontecem pequenas coisas boas como essa as pessoas se animam. Espero que fiquem felizes e possam esquecer por um momento tudo que está acontecendo", disse o número 54 do mundo após a vitória sobre o espanhol David Ferrer, quarto colocado do ranking.

"A situação não mudou muito, mas pelo que li as pessoas estão parando de brigar um pouco. O importante a essa altura é que as pessoas parem de brigar e parem de morrer", destacou.

Dolgopolov tem um caso de amor com o Brasil, que começou há três anos, em fevereiro de 2011, quando chegou à primeira de seis decisões na carreira, na Costa do Sauípe, onde foi derrotado pelo espanhol Nicolas Almagro. O tenista admitiu que se sente bem no país.

"Consegui belas vitórias desta vez, o que faz muito bem para a confiança. Não joguei tão bem no ano passado, não consegui nenhum resultado como este, e fico feliz de voltar a competir em um bom nível", afirmou o atleta, que foi mais um a elogiar a torcida brasileira.

"As pessoas aqui adoram o espetáculo e gostam de se manifestar. Em alguns momentos é difícil de se concentrar, mas a atmosfera é boa. Eu perdi daquele vez, mas, como agora, fiquei feliz com meu desempenho e meu ano", comentou.

O ucraniano havia jogado sete vezes contra Ferrer e vencido apenas. A vitória desta vez veio, depois de ter escapado nos sets decisivos nas oitavas de final de Doha, neste ano, nas oitavas de Wimbledon, no ano passado, e na final em Valência, em 2012. Ele não escondeu a satisfação de bater um Top 5.

"Certamente é muito bom. Joguei contra ele muitas vezes e sempre estive perto da vitória. Sabia que poderia vencê-lo, mas quase nunca conseguia. Então estou muito feliz com meu desempenho hoje, pois é difícil batê-lo, e estou feliz também por estar em uma boa forma e chegar à final em um torneio com vários bons jogadores no saibro", finalizou.

EFE   
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