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Calote em Djokovic é síntese da falta de confiança nos governos, diz Guga

Em evento promocional no Rio de Janeiro, o ex-tenista comentou a falta de pagamento ao astro sérvio por parte do governo do Estado, após jogo de exibição com o próprio brasileiro, em 2012

5 fev 2014 - 19h33
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Guga esteve nesta quarta em um evento com Pelé
Foto: Mauro Pimentel / Terra

Maior tenista de todos os tempos do Brasil, Gustavo Kuerten ainda não se conforma com o calote por parte do governo do Estado do Rio de Janeiro, que ainda não quitou o cachê da partida exibição do sérvio Novak Djokovic, em que o brasileiro participou em novembro de 2012, no Ginásio do Maracanãzinho.

Na opinião do ex-tenista, que participou de um evento promocional de uma marca de relógio em um shopping na zona sul da capital fluminense, nesta quarta-feira, a falta de pagamento, mais de um ano após a realização do evento, é uma espécie de síntese da falta de confiança que todos os brasileiros têm, de uma forma geral, com o poder público.

"É triste ao extremo. Vejo que é uma falta de respeito com ele nesse caso. E é uma consequência para o Estado, para o País, e para as pessoas que vêem isso sendo feito de certa forma todos os dias. A auto-estima e alegria do brasileiro está sendo aniquilada por essa falta de respeito", disse o ex-número 1 do ranking da ATP e três vezes campeão de Roland Garros.

"É triste nesse caso à parte para mim por eu conhecer o Djokovic, por ele ser um tenista, mas a gente convive com tudo isso todos os dias. A gente sai de casa e vai sendo agredido pelo governo quase que de forma integral", completou Guga.

Bruno Soares fala sobre a carreira, Rio 2016 e Guga; veja:

O caso veio à tona no final do mês passado, quando o ex-jogador de futebol Petkovic, também sérvio e cuja empresa organizou o evento em parceria com o governo do Estado do Rio de Janeiro, deu a informação de que apenas 40% do cachê do então número um do mundo na ocasião tinha sido quitado.

O valor estaria estimado em R$ 1,6 milhão. A secretaria de Esporte do Rio explicou no final do mês que o pagamento da dívida está "na programação do orçamento". Guga venceu a partida de exibição por 2 sets a 0. "Esse valor deve ser de uma hora de orçamento do mês do Estado", ironizou Guga.

<p>Djokovic no jogo-exibi&ccedil;&atilde;o contra&nbsp;Guga no Rio de Janeiro</p>
Djokovic no jogo-exibição contra Guga no Rio de Janeiro
Foto: Mauro Pimentel / Terra

"Até acho que ele estava sendo elegante em manter na espera para tentar ainda receber. Não só pelos valores, mas é o compromisso de estar fazendo uma partida que foi sensacional. O cara número 1 do mundo se sensibilizar para vir ao Brasil. Foi um espetáculo", complementou.

A frustração com o caso do ex-colega de profissão, na opinião de Guga, "traz uma frustração e um cuidado maior da próxima vez. Aquela equipe (dos Jogos de ) 2016 durou oito meses e o projeto terminou. É um desafio para o Brasil essa insegurança institucional, e o esporte é muito refém desse aporte. Não tem muito para onde correr. Eu procuro fugir o máximo possível disso". 

Fonte: Terra
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