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Aos 22 anos, tenista brasileira Luisa Stefani quer brilhar nas duplas

Desconhecida do público em geral, atleta fatura sete títulos na temporada e está de olho nos Jogos de Tóquio-2020

5 dez 2019 04h41
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Em um ano de pouco brilho para o tênis brasileiro, Luisa Stefani foi a grata surpresa em 2019. Desconhecida do público em geral, a atleta de 22 anos faturou sete títulos na temporada, sendo um deles o seu primeiro troféu na WTA, a elite do tênis feminino. Todas as conquistas foram obtidas nas duplas, modalidade que ela pretende abraçar de vez em 2020, de olho nos Jogos de Tóquio.

O grande momento de Luisa foi a conquista do Torneio de Tashkent, no Usbequistão, em setembro. "Não vou dizer que eu esperava, mas, sim, era uma das minhas metas ganhar um título de WTA neste ano. Mas não estava pensando em ganhar tudo isso", diz Luisa ao Estado. Ela ainda foi campeã em Houston, nos Estados Unidos, em torneio logo abaixo do nível WTA, e brilhou em torneios da ITF ao longo de sua primeira temporada no circuito.

Natural de São Paulo, Luisa começou a competir no tênis profissional somente em meados de 2018. Já tinha 21 anos, idade avançada para tenistas considerados estreantes. Mas ela não tinha nada de iniciante. A entrada tardia no circuito foi uma opção de carreira porque ela se desenvolveu no tênis universitário dos EUA, onde foi morar aos 14 anos, com a família. Lá fez o Ensino Médio, deu as primeiras raquetadas no juvenil e entrou para a faculdade.

Hoje tem como base a academia Saddlebrook, em Tampa, na Flórida. Lá se concentra nos treinos após trancar o curso de publicidade na Pepperdine University, na Califórnia. "Descobri que amo estar no circuito, este estilo de vida, os desafios, as competições, as viagens. Tive um ano muito bom, estou muito feliz com os resultados. Era uma de minhas metas chegar ao Top 100 de duplas. E até ultrapassei isso", afirmou.

De fato, Luisa figura na 67.ª posição do ranking de duplas. Trata-se da melhor brasileira nas listas da WTA. Para 2020, a meta é estar entre as 25 melhores do mundo. A tenista, então, pretende concentrar sua energia nas duplas, ainda que não pretenda abandonar de vez as partidas de simples. Luisa espera seguir os passos de André Sá, Marcelo Melo e Bruno Soares, que se destacaram no circuito com títulos de Grand Slam e boas posições no ranking sem precisar brilhar em simples. "Sempre que posso, converso com o Bruno e o Marcelo. Quero chegar no nível deles no feminino. Nunca tivemos destaque nesta disputa na história."

A temporada de Luisa foi marcada também pela medalha de bronze no Pan-Americano de Lima, ao lado de Carol Meligeni. O pódio deu mais confiança à tenista para sonhar com a Olimpíada do próximo ano. "É uma meta, com certeza. Gostaria muito de jogar. Sei que tenho que fazer a minha parte, ter um ranking alto, mas preciso de uma parceira. Algumas coisas estarão fora do meu controle."

Luisa se refere à suspensão temporária sofrida por Bia Haddad. Bia ainda não foi julgada por doping e seu futuro é uma incógnita - ela pode ser suspensa por até dois anos. Se sofrer punição branda, poderá se recuperar no ranking a tempo de se colocar em posição de classificação olímpica.

Estadão
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