Aos 17, sobrinha de Meligeni segue dicas e raça do tio para vingar no tênis
Por:Gabriel Francisco Ribeiro
6 out2013 - 13h16
(atualizado às 13h28)
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Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl - principal competição para jovens do País -, teve a experiência de ir a Grand Slams em sua categoria ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil. No sobrenome, carrega o "Meligeni" de seu tio Fernando, que foi um dos principais tenistas do Brasil nos últimos anos. Veja fotos da jovem revelação do tênis brasileiro:
Foto: Twitter / Reprodução
Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl - principal competição para jovens do País -, teve a experiência de ir a Grand Slams em sua categoria ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil. No sobrenome, carrega o "Meligeni" de seu tio Fernando, que foi um dos principais tenistas do Brasil nos últimos anos. Veja fotos da jovem revelação do tênis brasileiro:
Foto: Instagram / Reprodução
Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl - principal competição para jovens do País -, teve a experiência de ir a Grand Slams em sua categoria ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil. No sobrenome, carrega o "Meligeni" de seu tio Fernando, que foi um dos principais tenistas do Brasil nos últimos anos. Veja fotos da jovem revelação do tênis brasileiro:
Foto: Twitter / Reprodução
Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl - principal competição para jovens do País -, teve a experiência de ir a Grand Slams em sua categoria ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil. No sobrenome, carrega o "Meligeni" de seu tio Fernando, que foi um dos principais tenistas do Brasil nos últimos anos. Veja fotos da jovem revelação do tênis brasileiro:
Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/COB / Divulgação
Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl - principal competição para jovens do País -, teve a experiência de ir a Grand Slams em sua categoria ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil. No sobrenome, carrega o "Meligeni" de seu tio Fernando, que foi um dos principais tenistas do Brasil nos últimos anos. Veja fotos da jovem revelação do tênis brasileiro:
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Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl - principal competição para jovens do País -, teve a experiência de ir a Grand Slams em sua categoria ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil. No sobrenome, carrega o "Meligeni" de seu tio Fernando, que foi um dos principais tenistas do Brasil nos últimos anos. Veja fotos da jovem revelação do tênis brasileiro:
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Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl - principal competição para jovens do País -, teve a experiência de ir a Grand Slams em sua categoria ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil. No sobrenome, carrega o "Meligeni" de seu tio Fernando, que foi um dos principais tenistas do Brasil nos últimos anos. Veja fotos da jovem revelação do tênis brasileiro:
Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/COB / Divulgação
Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl - principal competição para jovens do País -, teve a experiência de ir a Grand Slams em sua categoria ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil. No sobrenome, carrega o "Meligeni" de seu tio Fernando, que foi um dos principais tenistas do Brasil nos últimos anos. Veja fotos da jovem revelação do tênis brasileiro:
Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/COB / Divulgação
Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl - principal competição para jovens do País -, teve a experiência de ir a Grand Slams em sua categoria ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil. No sobrenome, carrega o "Meligeni" de seu tio Fernando, que foi um dos principais tenistas do Brasil nos últimos anos. Veja fotos da jovem revelação do tênis brasileiro:
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Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl - principal competição para jovens do País -, teve a experiência de ir a Grand Slams em sua categoria ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil. No sobrenome, carrega o "Meligeni" de seu tio Fernando, que foi um dos principais tenistas do Brasil nos últimos anos. Veja fotos da jovem revelação do tênis brasileiro:
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Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl - principal competição para jovens do País -, teve a experiência de ir a Grand Slams em sua categoria ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil. No sobrenome, carrega o "Meligeni" de seu tio Fernando, que foi um dos principais tenistas do Brasil nos últimos anos. Veja fotos da jovem revelação do tênis brasileiro:
Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/COB / Divulgação
Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl - principal competição para jovens do País -, teve a experiência de ir a Grand Slams em sua categoria ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil. No sobrenome, carrega o "Meligeni" de seu tio Fernando, que foi um dos principais tenistas do Brasil nos últimos anos. Veja fotos da jovem revelação do tênis brasileiro:
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Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl - principal competição para jovens do País -, teve a experiência de ir a Grand Slams em sua categoria ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil. No sobrenome, carrega o "Meligeni" de seu tio Fernando, que foi um dos principais tenistas do Brasil nos últimos anos. Veja fotos da jovem revelação do tênis brasileiro:
Foto: Instagram / Reprodução
Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl - principal competição para jovens do País -, teve a experiência de ir a Grand Slams em sua categoria ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil. No sobrenome, carrega o "Meligeni" de seu tio Fernando, que foi um dos principais tenistas do Brasil nos últimos anos. Veja fotos da jovem revelação do tênis brasileiro:
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Em qualquer lugar que vá, o sobrenome chama a atenção. A pergunta, provavelmente, é sempre a mesma: “você é parente do Fernando Meligeni?”. A resposta de Carolina Meligeni, 17 anos, é "sim" - o ex-tenista brasileiro é tio da jogadora, que é considerada uma das promessas do esporte nacional. Contudo, a verdadeira resposta à pergunta aparece dentro das quadras: Carol, como é chamada normalmente, segue dicas do tio e tem no estilo aguerrido, grande característica de Fernando, um dos principais atributos.
Carolina Meligeni tem o apoio do tio Fernando, que aconselha a sobrinha no início da carreira
Foto: Instagram / Reprodução
A inspiração não é à toa: logo na infância, o tio vivia o auge no esporte, fato que despertou na garota ainda criança, que vem de uma família ligada ao tênis, a vontade de jogar. “Toda minha família tem ligação com tênis, meus pais são professores, meu tio jogava, sempre via pela TV e ia para a academia. Sempre tive interesse pelas quadras e aos quatro ou cinco anos vi que queria jogar e meus pais começaram a ensinar”, disse ao Terra a jogadora direto de Lima, no Peru, onde conquistou duas medalhas para o País no I Jogos Sul-Americanos da Juventude.
Apesar de ter a exata noção de que o sobrenome não ganha partidas – “quando eu era pequena o sobrenome assustava as adversárias mais do que agora” -, Carol leva uma grande vantagem em relação às concorrentes: conta com os conselhos do tio famoso. “Muito próximos", no Brasil ou no exterior os dois mantêm contato frequente e o tio sempre entra em cena, em derrotas ou vitórias.
“A gente conversa bastante durante os torneios. No Brasil ligo para ele, sempre traz experiência. Ele viveu tudo o que eu estou passando agora, então ele sabe como me sinto depois de um jogo duro, de derrota”, lembrou a jovem atleta. Ao menos uma característica Carol “roubou” do tio: a raça. “Eu tento me basear muito na raça, vou em todas as bolas. Me espelho bastante no meu tio de quando ele jogava. correr em todas, gritar”, contou a atleta, que, apesar de aplicar o estilo com raça, já declarou seu amor a Roger Federer, tenista com estilo clássico, pelas redes sociais.
Mesmo com a atenção gerada por carregar o sobrenome de Fernando, Carol tenta levar o fato na máxima tranquilidade possível. A jovem garota rechaça que haja uma “pressão” maior por ser uma Meligeni e busca tirar somente o lado positivo do sobrenome. Com pressão ou sem, os resultados já apareceram: Carol Meligeni é a segunda melhor tenista juvenil do Brasil, já conquistou o Banana Bowl – principal competição para jovens do País –, teve a experiência de ir a Grand Slams ao longo de 2013 e é a número 53 do ranking juvenil.
Confira a entrevista completa do Terra com Carol Meligeni:
Terra: Quando você começou a sua carreira? Foi por influência do tio?
Carol Meligeni, sobrinha de Fernando, tem na raça uma das principais características, assim como o tio
Foto: Twitter / Reprodução
Carolina Meligeni: Toda minha família tem ligação com tênis, meus pais são professores, meu tio jogava, sempre via ele pela TV e ia para a academia. Sempre tive interesse pelas quadras e aos quatro ou cinco anos vi que queria jogar, meus pais começaram a me ensinar, fui para a escolinha, clube, depois um grupo um pouco maior. Depois fui para treinamento competitivo.
Terra: E como é a relação com o Fernando? Te passa dicas e experiências da carreira?
Carolina Meligeni: A gente sempre conversa bastante durante os torneios e no Brasil ligo para ele. Sempre traz experiência. Ele viveu tudo o que eu estou passando agora, então ele sabe como eu me sinto depois de um jogo duro, uma derrota, me passa um toque sobre a carreira que eu estou tentando seguir. É uma troca muito boa, somos muito próximos.
Terra: O estilo de jogo do seu tio era de bastante raça. Você tenta seguir este estilo ou tenta jogar de maneira mais clássica?
Carolina Meligeni: Eu tento me basear muito na raça, vou em todas as bolas, não tenho pontos perdidos. Me espelho bastante no meu tio de quando ele jogava. Correr em todas, gritar, muita raça. Não dou nenhum ponto de graça.
Carol é guiada pelo tio e mantém constantes conversas com Fernando Meligeni em busca de dicas
Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/COB / Divulgação
Terra: Quando entra em um torneio, como é ter o sobrenome Meligeni? Assusta as adversárias?
Carolina Meligeni: Eu acho que agora não, quando eu era pequena mais, mas agora querem ganhar do mesmo jeito que eu delas. Acho que não muda nada, acho que não é o sobrenome que vai fazer eu chegar em qualquer lugar. Ele teve a carreira dele, agora estou tentando seguir os passos dele, mas sou uma jogadora diferente. Mas não tem nada a ver o que ele fez e o que eu vou fazer.
Terra: E pra você? É uma pressão maior carregar o sobrenome de um dos grandes jogadores do País?
Carolina Meligeni: Eu tento levar isso pelo lado positivo. Sempre todo apoio que ele me dá, as coisas que ele me ensina, as coisas que ele passa. Não tento levar pelo lado negativo de pressão e tudo o mais. Não, eu penso “que legal, fazer a mesma coisa que ele já fez” e posso aprender muito pelo o que ele já fez.
Terra: Você começou a chamar a atenção aqui no Brasil quando ganhou o Banana Bowl, assim como seu tio tinha vencido em 1989. Estas coincidências boas te animam a seguir os passos dele?
Carolina Meligeni: Foi muito legal quando ganhei o Banana e foi bem emocionante, porque ganhei o torneio que ele ganhou, foi super importante para a carreira dele. Foi muito legal, consegui jogar super bem. Ele me ligou na hora, estava super feliz, então foi super legal, conversei bastante com ele. E também o Banana é meu torneio favorito no Brasil, ganhei o bananinha com 12 e depois no de 14 eu fui vice e depois no de 16 fui campeã.
Jovem tenista é uma das principais revelações do País no esporte: é a número 2 em sua categoria
Foto: Twitter / Reprodução
Terra: Você teve a oportunidade de participar de algumas chaves juvenis de Grand Slams neste ano. Como foi sua experiência nestes eventos?
Carolina Meligeni: No começo do ano joguei um torneio na América do Sul, consegui pontuar bastante para subir no ranking e poder jogar os Grand Slams. Joguei Roland Garros, Wimbledon, US Open e foi uma experiência muito boa. Joguei com as melhores, passei dois meses na Europa. Apesar dos resultados não terem sido o que eu queria, foi meu primeiro ano na categoria Juniors e consegui jogar Grand Slam. Aprendi muito com as melhores e voltei jogando melhor do que fui, fazendo coisas que não fazia antes.
Terra: O tênis tem ficado cada vez mais físico tanto para homens quanto para mulheres - entre as mulheres a Serena é o grande exemplo disso. Há uma preparação especial para você neste sentido?
Carolina Meligeni: Eu tenho uma rotina muito forte, treino de segunda a sábado em dois períodos, estou treinando muito firme. Tomo cuidado com lesão e tudo mais. A gente tem acompanhamento de psicóloga, fisioterapeuta e temos trabalhado nisso, então minha meta é o profissionalismo e todo mundo tem trabalhado nisso.
Terra: Atualmente, o melhor atleta nacional rankeado em simples no tênis é uma mulher, a Teliana Pereira, que passou a barreira do Top 100, superando um longo tabu. Acha um momento propício para novas jogadoras trilhares este caminho e se destacarem no circuito?
Carolina Meligeni: Há um tempo que o tênis começou a ter bastante apoio no brasil. Agora com a Teliana aparecendo, a Bia (Beatriz Haddad) indo super bem, é bom que cria uma visibilidade maior do esporte, dá patrocínio, isso dá apoio para fazermos giras em outros países para jogarmos com tenistas de fora do país, da mais bagagem e experiência. Acho que é muito positivo e muito bom esse apoio que estamos tendo. Agora temos uma leva boa, umas meninas boas, a Bia, Ingrid. Vejo isso como uma coisa positiva para o esporte.
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