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Suprema Corte dos EUA abre caminho para veto a participação de transgêneros em competições esportivas

30 jun 2026 - 11h45
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A Suprema Corte ‌dos EUA abriu caminho, nesta terça-feira, para que os Estados imponham restrições a estudantes atletas transgêneros, mantendo em vigor as leis da Virgínia Ocidental e de Idaho que os proíbem de participar de equipes esportivas femininas — uma questão polêmica inserida nas guerras ⁠culturais do país.

Os juízes anularam decisões de tribunais de instâncias inferiores ‌que davam razão aos estudantes transgêneros que contestavam as proibições nos dois Estados, alegando que elas violam a Constituição dos ‌EUA e uma lei federal antidiscriminação.

As ‌leis de Idaho e da Virgínia Ocidental definem as equipes ⁠esportivas em escolas públicas, incluindo universidades, de acordo com o "sexo biológico" e impedem que "estudantes do sexo masculino" participem de equipes femininas. Outros 25 Estados possuem leis semelhantes em vigor.

A Suprema Corte decidiu por 9 a 0 que as leis estaduais não ‌violam o Título IX da legislação de direitos civis, que proíbe ‌a discriminação na educação "com ⁠base no sexo".

Os ⁠juízes, no entanto, se dividiram em linhas ideológicas, com os seis juízes ⁠conservadores formando a maioria, ao ‌considerar que as leis ‌também não violam a 14ª Emenda da Constituição, que garante proteção igualitária perante a lei. As três juízas progressistas afirmaram que uma controvérsia factual no caso da Virgínia Ocidental ⁠deveria ter impedido a resolução dessa questão.

A decisão foi redigida pelo juiz conservador Brett Kavanaugh.

"Em consonância com o Título IX e a Cláusula de Igual Proteção, sustentamos que os Estados podem manter os esportes femininos para ‌mulheres e meninas biológicas. Eles podem determinar a elegibilidade para os esportes femininos com base no sexo biológico. A Constituição e ⁠o Título IX não exigem uma reformulação dos esportes femininos em toda a América", escreveu Kavanaugh.

O governo do presidente republicano Donald Trump, que tem reprimido os direitos das pessoas transgênero, apoiou os Estados no litígio.

Idaho e Virgínia Ocidental afirmaram que as leis preservam uma competição justa e segura para mulheres e meninas, enquanto os críticos veem as medidas como parte de um ataque mais amplo aos direitos dos norte-americanos transgêneros.

Os estudantes que contestaram as medidas afirmaram que elas discriminam com base no sexo da pessoa ou em sua condição de transgênero, violando a 14ª Emenda e o Título IX.

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