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Sérvia e Suécia seguem País de Gales e retiram apoio à reeleição de Infantino na Fifa

3 ago 2026 - 09h07
(atualizado em 4/8/2026 às 12h05)
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As federações nacionais de ‌futebol de Sérvia, Suécia e País de Gales retiraram seu apoio à candidatura de reeleição do presidente da Fifa, Gianni Infantino, nesta segunda-feira, e a Inglaterra deve fazer o mesmo.

A reação negativa contra o chefe da entidade máxima do futebol mundial se intensificou após seu plano fracassado de vender uma participação na Copa do Mundo para ⁠investidores privados.

O plano da Fifa de levantar até US$4,2 bilhões junto a investidores privados ‌por meio da venda de uma participação de cerca de 20% em uma nova entidade responsável pela organização de competições, incluindo a Copa do Mundo, foi abandonado ‌na sexta-feira após forte resistência das partes interessadas.

Com a ‌ideia abandonada, a atenção agora se volta para as possíveis repercussões para ⁠Infantino, cuja candidatura a um novo mandato como presidente da Fifa, de 2027 a 2031, enfrenta um escrutínio cada vez maior após o fracasso da iniciativa.

O País de Gales se tornou a primeira federação nacional a retirar formalmente seu apoio a Infantino.

"A Federação de Futebol do País de Gales confirma, por meio deste, a retirada de ‌seu apoio à candidatura do sr. Gianni Infantino à reeleição como presidente da Fifa para ‌o mandato de 2027 ⁠a 2031", afirmou a ⁠Federação de Futebol do País de Gales em comunicado.

"As recentes falhas em boa governança, processos, liderança, ⁠valores, gestão das partes interessadas, comunicação e ‌bom senso nos levaram a ‌uma situação em que o sr. Infantino perdeu a confiança da FAW para permanecer à frente do futebol mundial."

A Federação Inglesa de Futebol (FA) também retirará seu apoio a Infantino, disse uma fonte próxima à organização.

A Reuters entrou em contato ⁠com a Fifa para obter comentários.

INFANTINO SOB PRESSÃO

Infantino está sob pressão sem precedentes depois que as confederações regionais Uefa e Concacaf anunciaram, no sábado, que haviam perdido a confiança em sua liderança. Infantino buscou apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, informou o New York Post na segunda-feira, ‌citando fontes a par do assunto.

A entidade que rege o futebol europeu, que liderou a reação contra os planos de Infantino e saudou a decisão de descartá-los, não ⁠confirmou as notícias da mídia de que estaria se preparando para entrar com uma ação judicial contra a Fifa sobre o assunto.

A Uefa informou ter enviado uma ordem de preservação de documentos, que impede a destruição de emails, arquivos ou dados quando há expectativa de investigação.

Infantino afirmou em abril que pretendia concorrer à reeleição para um quarto mandato como presidente da Fifa. Desde que assumiu o cargo em 2016, substituindo seu compatriota suíço Sepp Blatter, Infantino foi reeleito sem oposição duas vezes.

Embora sua reeleição para o mandato de 2027 a 2031 parecesse uma formalidade, especialistas disseram à Reuters que as repercussões da proposta rejeitada revelaram insatisfação entre os membros da Fifa e podem complicar seu caminho antes do Congresso no Marrocos, em março.

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