Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Senegal conquista segundo título da Copa Africana de Nações após final dramático e caótico contra o Marrocos

Ao fim de uma final disputada, no domingo (18), o Senegal venceu o Marrocos por 1 a 0 e conquistou a segunda Copa de sua história na Copa Africana das Nações (CAN) de futebol masculino. A partida, porém, também ficará marcada por momentos insólitos após a decisão do árbitro de assinalar um pênalti para o Marrocos a poucos segundos do fim do tempo regulamentar. Em protesto contra a decisão da arbitragem, os senegaleses decidiram abandonar o gramado.

19 jan 2026 - 10h43
Compartilhar
Exibir comentários

Ndiasse Sambe, enviado especial da RFI a Rabat

Seleção senegalesa comemora vitória da CAN 2025, em Rabat, em 18 de janeiro de 2026.
Seleção senegalesa comemora vitória da CAN 2025, em Rabat, em 18 de janeiro de 2026.
Foto: REUTERS - Amr Abdallah Dalsh / RFI

Foi preciso muita força para vencer o Marrocos, em casa, apoiado por quase 65 mil torcedores. E, sobretudo, após a decisão da arbitragem que poderia ter decidido o destino da partida. Um apito do árbitro congolês Jean-Jacques Ngambo Ndala ficará (ou não) para a história. Em todo caso, permanecerá na memória dos senegaleses, que, por alguns minutos, viram a Copa escapar de suas mãos. Antes de o destino virar a mesa.

"Será preciso uma seleção do Senegal muito forte para nos vencer em casa", havia alertado o treinador do time marroquino, Walid Regragui. 

Senegaleses deixam campo em protesto

Nunca é um bom sinal quando o árbitro se torna o principal protagonista de uma partida. E a decisão de marcar um pênalti para o Marrocos a poucos segundos do fim de um jogo que transcorria sem grandes incidentes foi decisiva. Ela provocou a ira dos jogadores senegaleses, de seus torcedores, dos jornalistas presentes e provavelmente abalou a relação considerada fraterna entre Marrocos e Senegal. A indignação foi justificada?

Foi uma falta de El Hadji Malick Diouf, que puxou Brahim Díaz pelos ombros em um duelo após escanteio, que desencadeou o escândalo. Pelos replays, a decisão não é necessariamente absurda. O escândalo talvez esteja no fato de que, alguns minutos antes, quando o Senegal abriu o placar também em cobrança de escanteio, o gol foi anulado por uma falta de Seck sobre Hakimi.

De qualquer forma, sob a liderança de Pape Thiaw, os senegaleses se recusaram a reiniciar a partida e voltaram momentaneamente para o vestiário. Quando todos retornaram ao gramado, Brahim Díaz foi para a cobrança diante de Édouard Mendy. O que teria passado pela cabeça do jogador do Real Madrid para tentar um pênalti em estilo cavadinha — mal executado, diga-se de passagem — quando tinha a chance de dar a Copa ao seu país e se tornar o herói do Marrocos? Tudo isso enquanto torcedores senegaleses tentavam invadir o campo e arremessar objetos, sendo contidos pelas forças de segurança.

O autor de cinco gols nesta CAN mandou o pênalti direto nas mãos de Mendy. E permitiu que o Senegal sobrevivesse até a prorrogação com o placar ainda em 0 a 0.E a vitória só seria ainda mais bonita, sobretudo porque Pape Gueye derrubou os marroquinos e silenciou todo o estádio ao abrir o placar com uma arrancada concluída com um chute indefensável no ângulo de Bono ainda no primeiro tempo da prorrogação.

Senegal permaneceu forte

Os senegalenses não tinham mais nada a perder, e a final assumiu contornos delirantes, com o Marrocos indo para o tudo ou nada, atacando de todas as formas.

As duas equipes ainda tiveram muitas chances de marcarn, mas pararam nas boas atuações dos goleiro Bono e  Mendy.

O Senegal venceu porque soube, de forma heroica, manter a vantagem, apoiado pela experiência de Sadio Mané, Édouard Mendy e Gana Gueye, mais uma vez gigantesco em campo.

A seleção senegalesa demonstrou uma maturidade ao longo do campeonato, cujo ápice foi a final. E isso apesar da ausência do capitão Kalidou Koulibaly (suspenso) e de Krépin Diatta, cortado a poucos minutos da decisão.

O Marrocos, implacável nas quartas contra Camarões e que apagou a Nigéria na semifinal, foi incapaz de encontrar seu jogo contra um Senegal que venceu a batalha da posse de bola. Incontestavelmente, foram as duas melhores equipes do torneio — e da África — que se enfrentaram neste domingo.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade