Torcida da Ponte picha estádio em Mogi Mirim com ameaças a são-paulinos
A rivalidade entre Ponte Preta e São Paulo criada por conta da semifinal da Copa Sul-Americana chegou mais cedo do que as equipes a Mogi Mirim, no interior de São Paulo. No início da tarde desta quarta-feira, a bilheteria do setor visitante do Estádio Romildo Ferreira, que receberá o jogo decisivo às 21h50 (de Brasília), foi pichada com ameaças.
A partida será realizada em Mogi Mirim porque o São Paulo contestou a capacidade do Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. A Conmebol exige que as arenas possam receber pelo menos 20 mil pessoas. A Ponte Preta alegou que a casa tem essa capacidade, mas o clube da capital exibiu laudos referentes ao Campeonato Paulista que indicavam 16,9 mil torcedores, no máximo.
A postura irritou torcedores e dirigentes do clube campineiro - o gerente de futebol Marcos Vinícius chegou a afirmar que o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, deveria se chamar "Juvenil".
A Ponte conseguiu a atualização do laudo, mas não houve tempo para evitar que o duelo fosse mandado em Mogi Mirim. O Estádio Romildo Ferreira tem capacidade para 20 mil pessoas.
No confronto de ida, a Ponte Preta, que luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, surpreendeu o São Paulo e fez 3 a 1 em pleno Morumbi. Nesta quarta, pode perder por até 2 a 0 ou por um gol de diferença para se classificar à final da Copa Sul-Americana. O time da capital precisa de três gols de diferença ou vitória por dois gols a mais, a partir do placar de 4 a 2. Se repetir o 3 a 1, a decisão irá para os pênaltis.